Número de cheques devolvidos no 1º trimestre é o menor em seis anos - WSCOM

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Economia & Negócios

18/04/2011


Número de cheques devolvidos é menor

Redução

Foto: autor desconhecido.

O calote nos cheques sem fundos diminuiu entre janeiro e março. Uma pesquisa da empresa de análise de crédito Serasa Experian divulgada nesta segunda-feira (18) mostrou que, no primeiro trimestre, o total de cheques devolvidos foi de 4,823 milhões entre os quase 255,2 milhões compensados. Isto é, os “borrachudos” foram 1,89% do total. Este número é o menor em seis anos.

Em 2005, a Serasa diz que os devolvidos eram 1,74% do total de cheques passados. No primeiro trimestre de 2010, os borrachudos somaram 5,4 milhões entre os 281 milhões compensados, o 1,92% do total.

Segundo os economistas da Serasa Experian, a inadimplência cresceu no período em razão da época do ano. O brasileiro se compromete com dívidas como o IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores) e deixa a compra de material escolar para os cheques. No Carnaval, é comum usar o pré-datado nas compras durante a viagem.

A pesquisa diz que o crédito mais caro e os juros maiores vão fazer com que o consumidor volte a usar o cheque como opção para parcelar as compras.

– Em 2011, estão pesando os fatores como o aumento da inflação, que reduz o poder aquisitivo do consumidor, e o aperto monetário, fundamentado nos juros altos para controle dos preços, o que também encarece o crédito. Com as restrições ao crédito, alguns estabelecimentos do varejo voltaram a utilizar o cheque pré-datado para o financiamento ao consumidor.

De janeiro a março, Roraima foi o Estado onde houve o maior calote: mais de 1 em cada 10 (ou 10,88%) dos cheques passados foram devolvidos.

São Paulo ocupou a outra ponta da lista – a do menor calote. Só 3 em cada 200 cheques passados (1,45%) ficaram sem fundos.

Entre as regiões, a Norte foi a com maior percentual de devolução de cheques nos três primeiros meses de 2011, com 4,03%. Na outra ponta do ranking está a Sudeste, com 1,55%.

Uma pesquisa divulgada na semana passada pela Serasa mostrou que o consumidor voltou a se endividar no começo de 2011 e os cheques sem fundos apareceram como os maiores vilões.

A inadimplência aumentou 21,4% na comparação com os três primeiros meses de 2010. Os cheques sem fundos cresceram 24,6% no total de dívidas entre o primeiro trimestre deste ano e o do ano passado. Sozinhos, eles responderam por mais de 1 em cada 10 dívidas (11,8%) dos consumidores.

As dívidas com bancos responderam por quase metade (47,1%) do total, mas cresceram pouco em relação ao começo de 2010 – alta de 3,4%. Os títulos protestados aumentaram 7,8%, mas representaram uma fatia pequena (1,7%) do total.

As dívidas não bancárias, que envolvem calotes em cartões de crédito, financeiras, lojas em geral e prestadoras de serviços como telefonia e fornecimento de energia elétrica e água, foram quase 4 em 10 (39,4%) da inadimplência, mas diminuíram de um ano para cá.

 

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