Novo ministro da Defesa afirma que mudanças na pasta não serão partidarizadas - WSCOM

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Brasil & Mundo

25/07/2007


Novo ministro da Defesa afirma



Novo ministro na primeira entrevista após a posse

Na primeira entrevista após a posse, o novo ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou que há “um problema de comando” no setor aéreo.

“Há disparidade de ações. Ou seja, estamos com um problema de comando. E isso vai ter (comando)”, declarou.

O ministro prometeu uma reformulação no Ministério da Defesa, a fim de promover uma integração entre os órgãos do setor aéreo. Indagado sobre eventuais problemas de hierarquia na relação entre esses órgãos, afirmou: “Quem manda é o ministro.”

Segundo Jobim, uma das dificuldades para se enfrentar a crise aérea é a falta de sintonia entre o ministério, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e a Empresa Brasileira de Infra-estrutura Aeroportuária (Infraero).

“Temos uma estrutura em que temos uma empresa pública que é a Infraero, que cuida da infra-estrutura dos aeroportos, e temos a agência, que estabelece as linhas de negociação entre os usuários e as empresas. Esse modelo funciona? Essa é a pergunta que eu estou me pondo”, disse o ministro.

Jobim afirmou que fará um levantamento dos problemas e tomará decisões até o final da semana. Segundo ele, mudanças na Infraero e a reformulação do ministério não obedecerão critérios partidários. Neste momento, segundo ele, serão nomeados somente técnicos. “Se mudanças houverem (sic), e deverão haver, não serão partidarizadas”, disse.

Advogado de formação e ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, Jobim disse que o fato de ele próprio não ter conhecimentos técnicos do setor aéreo não influenciará negativamente a nova gestão.

“Nós tivemos um ministro da Saúde que não era da área de Saúde e foi um grande ministro”, disse, em referência a José Serra.

Jobim disse que aceitou assumir o ministério somente após o terceiro convite do presidente Lula – “resisti até o fim” – porque agora tem “autorizações maritais”, em referência ao casamento. “A minha mulher achou que eu deveria aceitar”, declarou.

De acordo com o novo ministro, haverá espaço para estudar a possibilidade de alterações na Anac, cujos cinco diretores têm mandato fixo e são independententes em relação ao governo.

“A Anac – assim como todas as agências reguladoras foram feitas para dar resultado – precisa ter resultado. Ela não pode existir sem resultado”, disse Jobim.

O novo ministro informou que na próxima sexta-feira (27) irá ao local do acidente com o avião da TAM, no Aeroporto de Congonhas, e depois visitará vítimas e familiares da tragédia.

Além disso, ele terá encontros com o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), e o prefeito paulistano, Gilberto Kassab (DEM).

Segundo Jobim, o encontro com o governador foi acertado na noite de terça-feira (24), depois que ele aceitou o convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para substituir Waldir Pires.

Ele não quis dar prazo para o fim da crise aérea. “Aprendi com o dr. Ulisses Guimarães que o tempo não perdoa o que a gente faz sem ele.”

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