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Brasil & Mundo

27/06/2018


No Brasil, a carreira de professor não é considerada uma opção rentável

Apenas 2,4% dos alunos de 15 anos têm interesse na profissão

Foto: autor desconhecido.

É bem complexo o universo que compõe a rotina de um professor na sociedade moderna. As dúvidas para quem pensa em ingressar na profissão vão desde o prestigio social, condições ideais no ambiente de trabalho até a baixa remuneração. Essa tendência é confirmada nos dados do relatório de Políticas Eficientes para Professores, da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) que mostrou que apenas 2,4% dos alunos de 15 anos têm interesse na profissão. Há dez anos, esse percentual era de 7,5%.

A estudante de Pedagogia Beatriz Santana não se enquadra nesse percentual. Ser professora sempre foi o seu sonho e isso foi se confirmando mais ainda após ter sua primeira filha. “Sempre tive vontade de cursar Pedagogia e, com o nascimento dela, vi que realmente tinha aptidão para isso”, conta. Apesar de ser uma apaixonada pela sala de aula, Beatriz concorda com a pesquisa. “Percebo este desinteresse em sala de aula. Na minha turma, tem pouquíssimos alunos e eu sinto que esse número é influenciado pela questão salarial”.

Remuneração é algo que não faz diferença para Beatriz. Ela reconhece que a profissão não é valorizada mas explica que a sua escolha tem muito mais a ver com a questão sentimental. “Eu escolhi ser pedagoga por amor”, define. Desde quando começou a graduação – ela agora cursa o segundo semestre – sente que fez a escolha certa. “Nunca mudaria de escolha. Acredito que as especializações podem valorizar muito meu trabalho”, concluiu.

Mesmo com tantos atributos importantes, a carreira não é bem reconhecida e o magistério é uma das profissões mais mal remuneradas e desvalorizadas do país. O relatório indicou também que quanto menor a escolaridade dos pais, maior é a proporção dos interessados na carreira – a profissão é a escolha de 3,4% dos filhos de pais que só concluíram o ensino fundamental. Entre os filhos de pais que cursaram até o ensino superior, o porcentual cai para 1,8%.

Formação de professores

De acordo com dados do último monitoramento do PNE, divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), muitos professores não são formados na área que lecionam. Por conta disso, a resolução do Conselho Nacional de Educação (CNE) amplia o tempo de formação dos professores e estabelece que a formação dos professores será mais longa e mais voltada à prática em sala de aula.

A resolução faz parte das metas e estratégias adotados pelo governo federal e o primeiro passo para a Política Nacional de Formação dos Profissionais da Educação Básica e também para estabelecer a valorização dos professores e formação adequada.

Se, assim como Beatriz, você também deseja seguir na área da Pedagogia, saiba que pode contar com o maior programa de inclusão educacional do país. Acesse o site do Educa Mais Brasil, confira as possibilidades e as bolsas de estudo disponíveis para sua região.

 

Ascom Educa Mais Brasil

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