Nigéria permite extradição de ex-presidente da Libéria - WSCOM

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Internacional

25/03/2006


Nigéria permite extradição de ex-preside

A Nigéria concordou em permitir a extradição do ex-presidente da Libéria, Charles Taylor. Taylor é acusado de crimes de guerra por causa de seu envolvimento na guerra civil de Serra Leoa.

Ele recebeu asilo na Nigéria em 2003 como parte de um acordo para acabar com 14 anos de guerra civil na Libéria.

O governo liberiano indicou que poderá mandar Taylor diretamente para Serra Leoa.

A presidente da Libéria, Ellen Johnson-Sirleaf, que assumiu o poder em janeiro, já disse que sua prioridade é reconstruir o país, e não levar o ex-presidente a julgamento.

As tropas de paz da ONU na Libéria receberam a orientação de prender e transferir Taylor para o Tribunal Especial das Nações Unidas para Serra Leoa.

Exílio

“O presidente (da Nigéria) Olosegun Obasanjo informou hoje, 25 de março, à presidente (da Libéria) Ellen Johnson-Sirleaf que o governo da Libéria é livre para assumir a custódia do ex-presidente Charles Taylor”, disse o comunicado do governo nigeriano.

De acordo com o correspondente da BBC em Lagos, Alex Last, o presidente Obasanjo insistiu em buscar o conselho de outros líderes africanos envolvidos no processo de paz da Libéria antes de tomar a decisão.

Segundo o comunicado, os líderes da União Africana e do grupo regional Ecowas não se opuseram à extradição de Charles Taylor.

O comunicado não disse como ou quando Taylor será entregue ao governo liberiano.

Imunidade

Charles Taylor é acusado de vender diamantes e comprar armas para os rebeldes de Serra Leoa, conhecidos por cortar as mãos e pernas de civis durante os dez anos de guerra civil no país.

Ele também teve participação no início da guerra civil da Libéria, em 1989, antes de ser eleito presidente em 1997.

Os defensores de Taylor dizem que ele teve a imunidade garantida quando deixou o governo como parte do acordo de paz na Libéria.

Mas grupos de direitos humanos dizem que ele infringiu as regras do acordo ao tentar influenciar a política na Libéria.

“Esse é um grande dia para a justiça, não só para as vítimas da guerra brutal de Serra Leoa, mas também para a luta contra a impunidade que devastou tantas vidas na África ocidental”, disse a porta-voz da Human Rights Watch, Corinne Dufka, à agência de notícias Reuters.

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