Neymar x Cavani: briga de egos por causa de faltas e pênaltis preocupa o PSG - WSCOM

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18/09/2017


Briga de egos preocupa PSG

SEM SINTONIA

Foto: autor desconhecido.

A sintonia fina – em todos os aspectos – que Neymar tinha com Messi e Suárez no Barcelona não está se repetindo no Paris Saint-Germain. Pelo menos em relação a Cavani. A questão não são os resultados, que estão aparecendo, e sim a nítida falta de parceria entre os dois. As tabelas até saem, mas a disputa para cobrar pênaltis e faltas gerou uma briga de egos, que não está sendo devidamente controlada pelo técnico Unai Emery. A situação preocupa a diretoria do PSG, que ligou o sinal de alerta e pretende conversar internamente para evitar o crescimento do problema.
Cavani e Neymar se desentendem em cobrança de pênalti; veja o vídeo

No Barça, os pênaltis eram divididos de forma harmoniosa pelo trio MSN. Uma hora era Messi, outra Suárez, outra Neymar. A maioria das faltas ficava com o argentino, e o brasileiro era o segundo cobrador. Nunca qualquer um deles demonstrou irritação por não ter batido. Pelo contrário. Mas no PSG a história tem sido diferente.

Neymar disputou seis partidas desde que chegou ao clube francês e presenciou a marcação de quatro pênaltis. Todos foram cobrados por Cavani, que antes já era o batedor oficial. O primeiro deles gerou o primeiro estresse: na vitória por 6 a 2 sobre o Toulouse, o uruguaio negou o pedido de Neymar e cobrou, deixando o brasileiro visivelmente contrariado. Nos dois seguintes, contra Saint-Étienne (3 x 0) e Celtic (5 x 0), o camisa 10 não se manifestou. Mas no quarto, na vitória por 2 a 0 sobre o Lyon no domingo passado, Neymar voltou a fazer o pedido para bater o pênalti e não escondeu a irritação com a nova recusa do camisa 9, que por sinal perdeu dessa vez – o goleiro defendeu.
Pênaltis para o PSG

Partida

Quem cobrou
PSG 6×2 Toulouse Cavani (converteu)
PSG 3×0 Saint-Étienne Cavani (converteu)
Celtic 0x5 PSG Cavani (converteu)
PSG 2×0 Lyon Cavani (perdeu)

A polêmica do fim de semana não ficou só nisso. Antes do pênalti, com pouco mais de 10 minutos do segundo tempo, Cavani quis cobrar uma falta perto da área, e Daniel Alves tomou as dores de Neymar. O lateral-direito segurou a bola, não permitiu que o uruguaio a pegasse e a entregou nas mãos do camisa 10, que bateu com perigo e exigiu grande esforço do goleiro do Lyon.

Neymar entende que Cavani é artilheiro, goleador. Não à toa já marcou nove gols em oito partidas nesta temporada. Mas ele acredita que o uruguaio está sendo egoísta e reclamou disso com alguns companheiros brasileiros, como seu amigo Daniel.

Após a partida, Cavani também deu sinais do seu descontentamente com a situação. Cerca de 20 minutos depois do apito final, ele evitou passar pela zona mista, onde estavam os jornalistas, e foi com semblante fechado direto para o estacionamento.

O jornal L'Équipe, mais importante diário esportivo da França, também deu destaque à polêmica em sua capa nesta segunda-feira. A manchete escolhida pela publicação foi "Triunfo muito caro", com o complemento de que o PSG contou com "sorte nos dois gols" e "a vitória evidenciou a tensão entre Neymar e Cavani".

Cavani e Neymar não falaram com a imprensa sobre o episódio desse domingo. Há quase um mês, após o primeiro estresse por pênalti, eles falaram e tentaram minimizar.

– Acontece que, quando você tem muitos jogadores de talento juntos, é normal pedir para bater uma falta, um pênalti. Acontece automaticamente. São coisas que acontecem dentro do campo e se resolvem lá em um segundo. Nada de outro mundo, me parece algo normal – havia dito Cavani.

– Não existe ciúme nem nada disso. É uma coisa conversada durante a partida. Ele estava bem para bater, fez o gol e é isso que importa. O que importa é ajudar a equipe – havia dito Neymar.

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