Netanyahu renuncia ao cargo de ministro das Finanças de Israel - WSCOM

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Internacional

07/08/2005


Netanyahu renuncia ao cargo de

O ministro das Finanças de Israel, Binyamin Netanyahu, renunciou ao cargo neste domingo em protesto contra o plano de retirada da Faixa de Gaza.

Netanyahu – colega do primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, no partido Likud – tem sido um crítico ferrenho do plano de retirada de assentamentos judaicos idealizado por Sharon.

Em reunião neste domingo, o gabinete israelense aprovou a primeira fase da retirada de Gaza, que inclui os assentamentos Netzarim, Kfar Darom e Morag e deve começar ainda este mês.

A primeira fase foi aprovada por 17 votos a cinco. Analistas dizem que colonos da região devem resistir à retirada.

Sharon nomeou o vice-premiê do país, Ehud Olmert, para o cargo e disse que a saída de Netanyahu do governo não mudará em nada as políticas econômicas de Israel.

Perfil

Em sua carta de demissão, Netanyahu disse que o plano é “irresponsável” e que não dá nenhum benefício a Israel. Pelo contrário, divide as pessoas e prejudica a segurança do país, segundo ele.

Ele já havia ameaçado renunciar no ano passado, a não ser que o plano fosse submetido a um referendo, mas acabou desistindo de deixar o cargo na época.

Netanyahu, também conhecido como Bibi, foi primeiro-ministro de Israel por três anos, entre 1996 e 1999.

Eleito com margem apertada, ele provocou uma reviravolta significativa na política israelense. Era visto por seus partidários como político inteligente, bonito, cheio de energia, bem articulado na língua inglesa e dono de grande habilidade para se relacionar com a mídia ocidental.

Seu mandato, porém, durou pouco. Em maio de 1999 foi forçado a deixar o cargo ao antecipar as eleições em 17 meses.

Netanyahu havia assumido a pasta da Fazenda quando o atual primeiro-ministro israelense foi reempossado em 2003. No primeiro governo de Sharon, Bibi foi ministro das Relações Exteriores.

O governo de Israel planeja retirar mais de 8 mil colonos judeus e soldados que protegem a região da Faixa de Gaza.

O plano também inclui a retirada de quatro pequenos assentamentos da Cisjordânia.

Israel ocupa a Cisjordânia e a Faixa de Gaza desde 1967.

Violência

Também neste domingo, dois israelenses ficaram feridos no norte de Ramallah, na Cisjordânia, quando o carro em que estavam foi atingido por homens armados.

Um deles, um menino de 10 anos, estaria em estado grave.

Um grupo militante palestino, a Brigada dos Mártires Al-Aqsa, assumiu a responsabilidade do ataque, dizendo que ele foi feito em retaliação pela morte de quatro israelenses de origem árabe por um extremista israelense.

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