Na UFPB, estudo viabiliza nova utilização da palma na culinária paraibana - WSCOM

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Paraíba

05/08/2005


Na UFPB, estudo viabiliza nova

A palma, já utilizada na criação de gado no interior da Paraíba, pode ter novo uso na alimentação humana. Com essa finalidade o professor Jefferson Luiz Gomes Corrêa, do Centro de Tecnologia (CT) da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) elaborou o projeto “Aproveitamento de Palma para a alimentação humana – secagem e produção de farinha”.

Segundo o autor, no Brasil o uso da palma na alimentação humana é bastante restrito, mas deve ser incentivado por seu alto teor nutritivo e por se concentrar justamente em regiões onde vivem as populações necessitadas. Uma das possíveis aplicações é utilizar a palma em forma de farinha. Para este aproveitamento, é necessária a secagem do vegetal.

Dentre os diversos tipos de secadores existentes, o que utiliza a energia solar é mais adequado por apresentar baixo custo de instalação e nenhum custo para utilizá-lo. O uso de uma fonte de nutrientes como a palma beneficiada com a secagem por energia solar pode contribuir com a população da região do semi-árido.

O professor explica que mesmo nos casos em que é viabilizado o uso de energia solar, há períodos do dia em que a incidência de raios solares é menor e o ar de secagem tem sua temperatura reduzida, daí a importância do uso de uma fonte de energia complementar. Além disso, esta fonte complementar pode propiciar atividades de secagem no período noturno. Dentre as fontes de energia complementar, está a bomba de calor. O fato inovador do projeto do professor Jefferson Corrêa é o estudo de secagem de palmas em um secador híbrido, que utiliza como fontes de energia a solar e a bomba de calor, e resulte numa farinha de palma como produto final.

O uso da palma para alimentação humana, considerado viável pelo professor Jefferson Corrêa, vem sendo feito pelos mexicanos há vários séculos, e é um cardápio nobre em países como Japão e Estados Unidos. Contém nutrientes como as vitaminas A; do complexo B e C; minerais como Cálcio, Magnésio, Sódio, Potássio e ainda 17 tipos de aminoácidos.

O projeto, cujos experimentos devem ser feitos no Laboratório de Energia Solar (LES), ainda não tem cronograma de atividades definido.

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