MST da Paraíba e Incra agendam audiência; 10 Ocupações estão previstas até 31 de - WSCOM

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Paraíba

27/03/2006


MST da Paraíba e Incra

A assessoria do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra da Paraíba (MST), confirmou ao WSCOM Online audiência entre liderança dos sem-terra e superintendência do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária para esta segunda-feira, 27, às 10h, no Incra. A jornada de ocupações para todo o mês de março contabiliza um total de seis invasões.

“Na reunião vamos discutir, entre outros, a vistoria das áreas ocupadas recentemente”, explica Heloísa de Souza, assessora e integrante do MST.

Na Paraíba, a última ocupação de integrantes do movimento aconteceu na segunda-feira, 20, no município de Gurinhém, com o assentamento de 30 famílias numa área de 3.500 hectares que compreende as fazendas Abraão e Salgado, somando seis fazendas, de um total previsto de dez para serem ocupadas até o dia 31 de março.

A direção estadual do MST na Paraíba acredita que as ocupações são o único caminho para democratizar a terra.

O calendário que acontece em todo o país, de acordo com o MST, ocorre apenas em áreas consideradas improdutivas, como forma de suscitar a questão da reforma agrária.

O movimento que tem cadastradas cerca de três mil famílias à espera de ser assentadas na área rural acusa o Incra na Paraíba de ter assentado apenas 609 novas famílias no ano de 2005. Número que, segundo ela, contempla tanto os sem terras do MST quanto da CPT, considerando um resultado irrisório.

“Em todo o estado, só o MST possui 3.000 famílias esperando ser assentadas”, afirma.

O MST contesta, ainda, os números apresentados pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) de que teria ultrapassado a meta no estado da Paraíba em 2005, que era de assentar 1109 famílias.

O fato é que o MDA com o objetivo de atingir as metas somente no papel, contabiliza não só as novas famílias assentadas, mas as famílias que foram regulamentadas, ou seja, as que deveriam ter sido assentadas em outros anos (não se tratam de novas famílias) e as que foram contempladas pelo Banco da Terra, ou seja, compraram a terra (aí não se trata de desapropriação de terra), portanto segundo Ministério a meta de 1.109 famílias foi, não somente atingida, como ultrapassada, chegando a 1.375.

Para o Movimento Sem Terra isso se trata de uma estratégia do governo para mostrar que a reforma agrária está avançando, no entanto, concretamente, a estrutura agrária continua a mesma e o processo de reforma agrária a passos lentos.

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