MPPB abre nova sindicância contra promotora por ato de improbidade - WSCOM

menu

Paraíba

03/05/2018


MPPB abre nova sindicância contra promotora por ato de improbidade

Promotora Ismânia Nóbrega, de Mamanguape, já havia sido investigada antes por crime eleitoral.

Ministério Público da Paraíba

Uma sindicância foi aberta na quarta-feira (2) para investigar atos de improbidade cometidos pela promotora de Justiça Ismânia do Nascimento Rodrigues Pessoa Nóbrega de Campina Grande. De acordo com a publicação de abertura do procedimento administrativo no Diário Eletrônico do Ministério Público da Paraíba, o objetivo é buscar mais provas da improbidade apontada em um inquérito civil já instaurado.

A publicação explica que “considerando que a eventual infração não se encontra suficientemente positivada em sua autoria e materialidade, havendo necessidade de coleta de provas para tal fim” e menciona um inquérito civil público de número 19/2018 como motivação da sindicância.

G1 tentou entrar em contato com a promotora, mas o telefone estava desligado.

Ismânia do Nascimento Rodrigues Pessoa da Nóbrega é filha da prefeita cassada de Mamanguape, Maria Eunice Pessoa, e suspeita de comprar votos para eleger a mãe nas eleições municipais de 2016. Não é a primeira vez que Ismânia Nóbrega é alvo de um inquérito da corregedoria, ainda em 2016, ela também foi alvo de uma sindicânciapara investigar o engajamento político e crime eleitoral cometidos por ela na campanha da mãe.

Neste ano, em março, o Tribunal de Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) decidiu por 4 a 2 arquivar o processo contra a promotora por crime eleitoral. Na ocasião, foi julgado um áudio gravado com a promotora oferecendo vantagens financeiras, como gasolina, para eleitores. Três magistrados seguiram o entendimento do relator Breno Wanderley César Segundo, que considerou que a gravação que baseia a denúncia foi feita de forma ilícita – em um ambiente privado.

A mãe da promotora foi eleita prefeita em 2016 com 52,7% dos votos, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Porém, Maria Eunice do Nascimento Pessoa (PSB), e da vice dela, Baby Helenita Veloso Silva (PRTB), tiveram os mandatos cassados por compra de votos – com oferecimento de supostos empregos, dinheiro, combustível e cachaça – e por abuso de poder econômico durante as eleições municipais de 2016. Desde então, a Maria Eunice Pessoa comanda a cidade sob força de liminar. As informações são do G1.