MP do reajuste: oposição obstrui votação e sindicatos não comparecem a ato públi - WSCOM

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Política

14/06/2006


MP do reajuste: oposição obstrui

A Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP) mais uma vez adiou a votação do veto e da nova Medida Provisória (MP) do reajuste dos funcionários municipais. Segundo o líder da oposição, vereador Tavinho Santos (PTB), a MP precisa contemplar os outros servidores além do magistério. “É não há necessidade de pressa”, alega o vereador.

Nesta quarta, 14, estava programado um Ato Público contra a MP. A concentração seria em frente ao Lyceu Paraibano (prevista para às 8h). A idéia era seguir em passeata até a Câmara, mas o movimento acabou se esvaziando.

“Precisamos trabalhar para que todas as categorias sejam beneficiadas, para que o que o prefeito prometeu aos professores se estenda para os demais servidores”, alega Santos. O presidente da Casa, vereador Severino Paiva, afirmou que a MP deverá entrar em votação só na próxima quarta, 21.

O líder do Governo na Câmara, vereador Luciano Cartaxo (PT), protestou dizendo que nas duas sessões anteriores não houve quorum na Câmara e no dia em que 12 vereadores comparecem – dando o quorum mínimo para votação – não apresentar a matéria é incompreensível.

Para Cartaxo a matéria já foi exaustivamente discutida. Santos discorda, alegando que a oposição não tem pressa e é preciso esgotar a discussão. “Nós não temos a necessidade de votar as pressas para atender aos interesses do prefeito ou do líder do prefeito”, rebate.

Ato público – Um Ato Público programado para esta quarta acabou sendo esvaziado. Apenas cerca de 80 pessoas (segundo a oposição na Câmara) apareceram em frente ao Lyceu Paraibano, desarticulando o evento.

Tavinho Santos acredita que a desmotivação se deu por conta da Copa. “O país está paralisado, em função da Copa”, acredita.

O vereador confirmou que a oposição tem realmente tentado mobilizar uma parte dos sindicatos dos servidores municipais, conforme acusou ao WSCOM Online o secretário de Articulação Política Francisco Barreto.

Entretanto, ele minimizou a interferência, alegando que a Prefeitura também desmobilizou o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Município (Sitem), segundo ele, o mais mobilizado e de maior número de funcionários.

“O Executivo põe o dedo nos sindicatos de maior mobilização como é da educação e não quer que a gente dê amparo aos que não tem representatividade porque são categorias menores”, argumentou.

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