Morre aos 89 anos o carnavalesco Clóvis Bornay - WSCOM

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Policial

10/10/2005


Morre aos 89 anos o

O carnavalesco Clóvis Bornay, 89, morreu no início da noite deste domingo vítima de uma parada cárdio-respiratória provocada por um quadro grave de desidratação.

Bornay foi hospitalizado no Hospital Souza Aguiar, no centro do Rio, por volta das 15h. A desidratação teria sido provocado por uma infecção intestinal. Por volta das 19h, sofreu uma parada cardíaca e respiratória.

Fluminense de Nova Friburgo, Bornay virou sinônimo de “extravagância” por causa de sua carreira como carnavalesco e idealizador de fantasias de luxo.

O cineasta Gláuber Rocha percebeu o potencial da metáfora de sua figura e o escalou para um de seus principais filmes, “Terra em Transe” (1967), onde contracena com o ator Paulo Autran. O filme é um considerado uma alegoria política do Brasil pós-golpe de 64.

A carreira cinematográfica de Bornay também inclui “Independência ou Morte”, de 1972, um filme (como o próprio título indica) sobre o processo de independência do Brasil.

Nascido em 1916, filho de mãe espanhola e pai suíço, inicia sua carreira como carnavalesco em 1937, quando convenceu o diretor do Teatro Municipal do Rio a instituir um baile de gala com concurso de fantasias de luxo, quando se apresentou como “Príncipe Hindu” e tirou o primeiro lugar.

Bornay dedicou os próximos 60 anos a participar desses concursos, até ganhar o status de “hors-concours” e ser proibido de competir, aos 84 anos.

Era museólogo, profissão que exerceu no Museu Histórico Nacional, e também se notabilizou como jurado para os apresentadores de televisão Chacrinha e Silvio Santos. Em 1996, a Assembléia Legislativa do Rio concedeu a medalha Tiradentes à Bornay, dada à personalidades que tenham relevância cultural para a cidade.

Clóvis Bornay também foi carnavalesco das escolas de samba Portela e Mocidade Independente de Padre Miguel.

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