Missa e homenagens marcam aniversário de morte de João Pessoa; conheça a históri - WSCOM

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Paraíba

26/07/2007


Missa e homenagens marcam aniversário



Getúlio Vargas ao lado de João Pessoa

Familiares do presidente João Pessoa, assassinado em 26 de julho de 1930, e autoridades políticas, prestigiaram, na manhã desta quinta-feira, a missa celebrada em intenção da alma do político que dá nome à capital paraibana.

O prefeito Ricardo Coutinho, o secretário-chefe da Casa Civil, Carlos Dunga, o deputado estadual João Gonçalves e vereadores pessoenses participaram da celebração eucarística presidida pelo monsenhor Jaelson Alves, na Basílica de Nossa Senhora das Neves.

Ao final da celebração, homenagens ao presidente João Pessoa foram realizadas na praça dos Três Poderes. Entre os que proferiram discursos, estavam o deputado federal Rômulo Gouveia e o historiador Wellington Maia.

Conheça a história do assassinato de João Pessoa, estopim da Revolução de 1930 (fonte: Wikipedia):

João Pessoa Cavalcanti de Albuquerque (Umbuzeiro, 24 de janeiro de 1878 — Recife, 26 de julho de 1930) foi um político brasileiro. Era sobrinho do ex-Presidente da República Epitácio Pessoa. Além de viver no estado natal, passou um tempo de sua vida no Rio de Janeiro e no Pará. Teve passagem pelo Exército.

Quando ainda era presidente do estado da Paraíba e compunha a chapa à Presidência da República de Getúlio Vargas, como candidato a vice-presidente, foi assassinado, em Recife, por João Duarte Dantas, seu adversário político, jornalista, cuja residência fora invadida por tropas da Polícia da Província, durante a gestão de Pessoa, e cujas cartas íntimas à professora Anayde Beiriz foram trazidas a público.

Seu governo (1928-1930) promoveu uma reforma na estrutura político-administrativa do estado e, para enfrentar as dificuldades financeiras, instituiu a tributação sobre o comércio realizado entre o interior paraibano e o porto de Recife, até então livre de impostos. Essa medida contribuiu para o saneamento financeiro do estado, mas gerou grande descontentamento entre os fazendeiros do interior, como o coronel José Pereira Lima, chefe político do município de Princesa e com forte influência sobre a política estadual (João Dantas era seu aliado).

Telégrafo da Rádio O Cruzeiro, noticiando o assassinato. Seu legado histórico desperta certa polêmica. Os defensores de João Pessoa alegam que ele foi um combatente das oligarquias locais e se contrapunha a interesses de grupos tradicionais, embora ele mesmo proviesse de família de oligarcas. A cidade de João Pessoa é assim denominada em sua memória. Antes chamada Paraíba – mesmo nome do Estado – a capital teve seu nome alterado, logo após o assassínio de João Pessoa, episódio considerado o estopim da Revolução de 1930, que levou Getúlio Vargas ao poder. Naquele período, foram perseguidos e mortos muitos opositores do grupo político de que Pessoa fazia parte. O momento de exceção em que se deu a homenagem, entre outras razões, justificaria, segundo alguns pessoenses, a discussão sobre uma nova alteração na denominação da cidade.

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