Ministro da Ciência se diz apreensivo com julgamento sobre células-tronco - WSCOM

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Brasil & Mundo

29/05/2008


Ministro da Ciência se diz

O ministro de Ciência e Tecnologia, Sérgio Resende, admitiu estar apreensivo em relação à votação no Supremo Tribunal Federal (STF), que pode liberar a pesquisa científica com células-tronco embrionárias no país. De acordo com ele, o governo não tem um ´plano B´ caso o STF vete as pesquisas com células-tronco embrionárias.

“Estou apreensivo porque nós estávamos certos de que o ministro Direito (Carlos Aberto Direito) fosse votar contra. Já esperávamos que desde ontem tivéssemos maioria de votos a favor. Então, o fato de terminado a sessão de ontem empatada está deixando todos nós muito preocupados”, disse Rezende, que mesmo assim se manifestou esperançoso de que o Supremo decida pela liberação das pesquisas.

Ontem, após mais de dez horas de debates entre os ministros do STF, o julgamento sobre a possibilidade de pesquisas com células-tronco embrionárias ficou empatado. O placar parcial está em quatro votos a favor da Lei de Biossegurança, que permite o uso de embriões para fins científicos, e outros quatro ministros que impuseram condições restringindo bastante a aplicação da lei e a realização das pesquisas.

O julgamento no STF será retomado nesta quinta-feira, a partir das 14 horas. Ainda faltam três votos: dos ministros Marco Aurélio, Celso de Mello e do presidente do Supremo, Gilmar Mendes.

Resende, que participou hoje do XX Fórum Nacional, na sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), refutou a argumentação de que as pesquisas com células-tronco maduras tenham o mesmo efeito daquelas com as células-tronco embrionárias.

Resende ainda contestou a sugestão do ministro Direito para a criação de um órgão para gerir este tipo de pesquisa. “Não precisamos de outro órgão além da CNTBio. Temos que solidificar a CNTBio”, comentou sobre a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança.

Resende minimizou ainda o adiamento da divulgação dos dados sobre o desmatamento pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Segundo ele, o adiamento foi decidido em razão da agenda política já que havia a posse do novo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, esta semana. Ele notou que não há crise e que os dados sairão na próxima segunda-feira.

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