Mercados: Otimismo predomina e bolsa sobe 0,7%; dólar cai 0,74% - WSCOM

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Economia & Negócios

10/08/2005


Mercados: Otimismo predomina e bolsa

O bom humor continua nos pregões brasileiros nesta quarta-feira. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera em alta, repercutindo resultados de empresas e investimentos estrangeiros, enquanto o segmento cambial segue sua tendência natural de depreciação do dólar no ambiente interno. O “mais do mesmo” no cenário político favorece que o mercado trabalhe à margem dos desdobramentos das comissões em Brasília.

Por volta das 13h45, o Ibovespa subia 0,71%, aos 27.485 pontos. Até aqui, o principal índice da bolsa paulista registrou 27.605 pontos na máxima e 27.291 na mínima. O volume financeiro era de R$ 996,149 milhões. A moeda norte-americana cedia 0,74%, transacionada a R$ 2,2760 para compra e R$ 2,2780 para venda, após apontar R$ 2,2680 no menor preço e R$ 2,2820 na maior cotação, até o momento.

Conforme explicou o economista-chefe do Pátria Banco de Negócios, Luís Fernando Lopes, após a ausência de novidades na decisão do Fed sobre o juro norte-americano e no depoimento de Marcos Valério na CPMI do Mensalão, “o mercado chegou à conclusão preliminar de que o ambiente externo é favorável, com baixa aversão a risco, de não há mudança na conjuntura global que seja adversa e de que a política não provocará ruídos além do que já se viu”.

“Ninguém aposta em uma piora doméstica ou externa”, observou. E essa percepção favorece a compra do “kit Brasil”, acrescentou Lopes, referindo-se à venda de dólares, compra de ações na bolsa brasileira, aposta na queda dos juros e aquisição de títulos da dívida brasileira.

Na bolsa paulista, de acordo com o gerente da mesa de operações de Bovespa da SLW Corretora, Cesar Alberto Lopes, permanece a tendência de alta, com a área corporativa contribuindo com esse otimismo. Ele citou , por exemplo, a expectativa positiva pelos resultados trimestrais da Companhia Vale do Rio Doce que serão divulgados hoje, após o fechamento dos pregões; e ao desdobramento das ações da Petrobras, que podem ganhar em liquidez.

Em relação ao segmento de câmbio, o fluxo significativo de dólares pelo juro interno alto e os resultados expressivos da balança comercial, aliados ao movimento de retomada de posições vendidas por bancos, causam uma pressão muito favorável à apreciação do real, observou o operador da tesouraria do Banco Cruzeiro do Sul, Raphael Levy. “Não tem por que não ficar vendido ” , disse.

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