Mercados: À espera de Buratti e ajudada por NY, bolsa recua 0,21% - WSCOM

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Economia & Negócios

25/08/2005


Mercados: À espera de Buratti

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em queda hoje, após um pregão volátil, em que oscilou pelo campo positivo e negativo diversas vezes. A retomada do clima pessimista em Wall Street e o clima tenso no ambiente político, especialmente em relação ao depoimento do advogado Rogério Buratti, na CPI dos Bingos nesta quinta-feira, deram suporte ao encerramento desfavorável.

O Ibovespa registrou queda de 0,21%, aos 26.712 pontos. Ao longo do dia, o principal índice da bolsa paulista oscilou da máxima de 26.861 pontos (+0,34%) à mínima de 26.478 (-1,08%). O volume financeiro totalizou R$ 1,16 bilhão.

Segundo o economista do Unibanco, Mauricio Oreng, continuou prevalecendo certa apreensão ao que poderia vir no depoimento de amanhã de Buratti, ex-secretário do ministro da Fazenda, Antônio Palocci, quando este foi prefeito de Ribeirão Preto. “O fator político e, principalmente, a questão envolvendo Palocci continuam como fatores de preocupação”, avaliou.

Para o profissional, o medo é de uma eventual descontinuidade da atual política econômica em curso no país. “E no curtíssimo prazo, prevalecem as incertezas”, disse, justificando a atitude mais receosa do mercado. No médio prazo, o especialista avalia, entretanto, que a mensagem de Palocci no domingo – de que o curso segue independente de quem for o ministro da Fazenda – “tende a ser absorvida de forma mais intensa”.

Conforme operadores, a inversão do clima pessimista dos pregões nova-iorquinos ajudou a “esboçar” uma melhora doméstica no final da manhã. A reversão da melhora em Wall Street, porém, também respingou sobre os negócios locais e favoreceu a retomada do clima desfavorável na bolsa paulista. Próximo ao fechamento dos negócios, o Dow Jones cedia 0,81%, o Nasdaq recuava 0,39% e o S & P 500, 0,66%.

Vale dizer que hoje o dia também foi de nervosismo no mercado internacional de petróleo. O contrato referencial da praça nova-iorquina, com resgate em setembro, subiu US$ 1,61, para US$ 67,32.

No campo corporativo local, a valorização das ações da Petrobras contribuíram para reduzir as perdas do Ibovespa. As preferenciais da estatal fecharam com alta, de 2,81%, a R$ 123,70. Vale notar que o papel responde pelo segundo maior peso na carteira teórica do índice, de 8,3%. O papel ON da companhia – que representa 2,38% do índice, subiu 3,64%, a R$ 142 – e terminou como principal destaque de alta.

Também entre as maiores altas: Telemar ON registrou acréscimo de 3,14%, a R$ 46,30; e Tele Centro-Oeste PN ganhou 2,84%, a R$ 23,10.

No outro extremo, Companhia Siderúrgica Nacional ON liderou as baixas no Ibovespa ao cair 3,49%, para R$ 44,20. Celesc PNB recuou 2,58%, para R$ 1,13. E Bradespar PN cedeu 2,33%, a R$ 46.

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