Médicos vão acionar Justiça para pedir isonomia no pagamento pelo SUS - WSCOM

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Paraíba

26/07/2007


Médicos vão acionar Justiça para

O presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Saúde da Paraíba, Eduardo Cunha, informou ao Wscom que a Federação Nacional dos Estabelecimentos vai acionar a Justiça Federal para exigir a isonomia do pagamento dos procedimentos médicos feitos pelo Sus (Sistema Único de Saúde).

A decisão, segundo Cunha, foi ratificada após demonstrações claras do Ministério da saúde de que não havia interesse do Governo Federal em rever a situação dos prestadores de serviço. “A tabela do Sus é a mesma há 12 anos. Mas se não nos pagam direito como temos condições de prestar uma assistência decente?”, pergunta.

Cunha explica que quando alguém é atendido pelos prestadores de serviço do Sus recebe uma quantia é paga aos médicos pelo Ministério da Saúde. Quando o paciente tem plano de saúde o Sus recebe cinco vezes esse valor, mas não repassa aos médicos. Ale disso faz cerca de 10 anos que os médicos não têm seus vencimentos reajustados. “Vamos entrar na justiça para que seja pago o que ele cobra”, resume.

Trocando em miúdos, a defasagem entre a tabela dos serviços prestados pelos hospitais e a que o Sus paga já ultrapassa os 300% no valor dos procedimentos médicos. Uma cirurgia de apêndice, por exemplo, custa nos hospitais R$ 1.193,05, mas o Sus só paga R$ 373,49. Um parto normal custa R$ 1.157,00 e o Sus paga aos hospitais R$ 334,01. Uma fratura de colo do fêmur custa R$ 1.790,00, mas o Sus só paga R$ 972,91.

“Quem trabalha com o Sus perde de 30% a 300% do valor dos procedimentos médicos”, estima Eduardo Cunha. Na Paraíba existem cerca de 50 hospitais privados dos quais a maioria, segundo Eduardo Cunha, sobrevive com muito sacrifício. “Precisamos de uma política direcionada para este setor, senão corremos o risco dele desaparecer”, afirma.

No último encontro entre os representantes da federação nacional de todo o País, em Fortaleza, foi fechada uma pauta de reivindicações que deverá ser entregue ao presidente Lula. A categoria está tentando acertar uma audiência com Lula para entregar o documento. Nele, os dirigentes relatam o endividamento dos hospitais, denunciam a defasagem da tabela de procedimentos médicos e solicitam um estudo para formatação de um PAC da saúde entre outras coisas.

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