Médicos de João Pessoa aderem à paralisação nacional - WSCOM

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Paraíba

06/04/2011


Médicos de JP aderem à paralisação

7 de abril

Foto: autor desconhecido.

Os médicos de João Pessoa irão aderir a paralisação nacional que acontecerá nesta quinta-feira, 7, no Dia Mundial da Saúde, que vai contra as operadoras e aos planos de saúde. Os profissionais reclamam dos baixos honorários praticados pelos planos, da interferência das empresas na sua autonomia e da insuficiência da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) na regulação do diálogo entre os planos e os prestadores de serviços médicos.

Na Capital paraibana, os médicos irão se mobilizar no Busto de Tamandaré, na praia de Tambaú, a partir das 7h, em um ato público, com panfletagem, como forma de esclarecer à população os motivos da paralisação. Ainda no dia 7, a partir das 11h, representantes das entidades médicas paraibanas que articulam o movimento, concederão entrevista coletiva à imprensa, na sede do Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB). Participarão da entrevista o presidente do CRM-PB, João Medeiros, o presidente da Associação Médica da Paraíba (AMPB), Fábio Rocha, e o presidente do Sindicato dos Médicos (Simed PB), Tarcísio Campos.

Os médicos esclarecem que serão suspensos apenas os atendimentos eletivos (consultas e exames), que deverão ser remarcados. Já os casos de urgência e emergência terão atendimento normal.

Para os médicos, a relação entre os profissionais e as seguradoras de saúde chegou a um ponto insustentável. Desde o ano 2000, quando foi criada a Agência Nacional de Saúde, a inflação aumentou quase 100%. O reajuste aplicado às mensalidades dos beneficiários foi entre 160 e 170%. No entanto, os reajustes que fizeram para os médicos não chegaram a 60%, em média.

“Essa situação vem gerando um descontentamento grande dos médicos”, ressaltou o presidente do CRM-PB, João Medeiros. Os médicos alegam que essa insatisfação com o tratamento que recebem dos planos de saúde afeta o atendimento aos pacientes. De acordo com pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha, encomendada pela Associação Paulista de Medicina, 8 em cada 10 médicos sofrem pressões para reduzir os pedidos de exames, de internações e outros procedimentos.

 

 

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