Médicos da capital farão assembléia na 2ª e podem paralisar no dia 28 de maio - WSCOM

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Paraíba

08/05/2008


Médicos da capital farão assembléia

Os médicos da Capital ameaçam paralisar suas atividades a partir do dia 28 de maio caso as negociações com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) não tenham op desfecho que a categoria reivindica. E para mostrar que não estão para brincadeira, os médicos realizam na próxima segunda-feira, 12, uma assembléia geral onde, entre outros pontos de pauta, irão deliberar sobre a greve.

A assembléia será realizada às 19h30, na sede do Conselho Regional de Medicina do Estado da Paraíba (CRM/PB). A secretária de saúde também será convida para estar presente nessa assembléia e dialogar com a categoria e com os representantes do CRM/PB e Associação Médica da Paraíba (AMPB).

Segundo o presidente do Sindicato dos Médicos da Paraíba (Simed-PB), Tarcísio Campos, a categoria reivindica uma remuneração igual para todos os médicos, independente de sua especialidade ou local de trabalho, por entender que todos são importantes na manutenção do Sistema Único de Saúde (SUS) do município de João Pessoa. “Por isso defendemos uma gratificação de produtividade no valor fixo de R$ 500,00 por plantão. Como vamos fazer isso? Estamos abertos à negociação”, declara.

Outro ponto pendente é a discussão do Plano de Cargos, Carreira e Remuneração da Saúde (PCCR) não evoluiu. De acordo com Tarcisio Campos, apesar da secretária não ter participado de nenhuma reunião com os médicos, duas reuniões foram realizadas até o momento com a participação de técnicos da Secretaria Municipal de Saúde e os gestores das unidades de saúde da rede municipal.

A primeira foi realizada no último dia 06, serviu para mostrar que a proposta defendia pelo Simed/PB não está muito distante daquela apresentada na ocasião pela Sociedade de Ortopedia e Traumatologia, ambas contendo uma grande diferença em relação à proposta feita pela Secretaria da Saúde, segundo a qual deve ser feito o pagamento de R$ 360,00 por plantão acrescido de 100% de produtividade médica.

A proposta da secretaria não agrada a classe médica, como relata o presidente do Simed/PB: “esse tipo de remuneração oferecida para os médicos não beneficia a qualidade do atendimento à população, porque acaba fazendo com que a busca pela quantidade (produtividade) comprometa a qualidade no atendimento e o que é pior: faz com que os médicos sejam tratados de forma diferente trabalhando dentro de um mesmo hospital, criando desigualdades entre médicos que trabalham a noite e os que fazem seus plantões de dia que, naturalmente, têm uma produção maior”.

Da segunda reunião, que ocorreu no dia 07 deste mês, participaram representantes das áreas de Ginecologia/Obstetrícia e Pediatria. Conforme informações do dirigente do Sindicato dos Médicos, o debate foi mais objetivo. “Dr. José Carlos Evangelista, superintendente da Maternidade Cândida Vargas, foi bem claro quando disse que a Secretaria de Saúde só está oferecendo a produtividade variável de cada médico acrescida do valor do PCCR e que com a produtividade da Maternidade Cândida Vargas o valor do plantão de 12 horas chegaria, no máximo, a R$ 466,66, valor distante do que defende o Simed/PB e as sociedades de Ginecologia/Obstetrícia e Pediatria”, conta Tarcisio Campos.

O presidente do Simed/PB argumenta que, embora exista um ganho para pediatria, as diferenças de produtividade entre os plantões noturnos e diurnos criaria uma discrepância dentro da maternidade. “Aplicar a produtividade à Cândida Vargas é quase uma piada. Por se tratar de uma instituição de referência em gestação de alto risco para todo Estado é, no mínimo, irresponsabilidade querer que o médico trabalhe por produtividade”, disse o sindicalista.

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