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12/09/2018


Marcus Alves apresenta nova exposição de Rodrigues Lima na Galeria Gamela em JP

Foto: autor desconhecido.

“O artista Rodrigues Lima se apropriou de elementos da poética surreal para nos chamar a atenção da urgente e necessária procura por uma saída para a situação política do Brasil atual”. Essa é a avaliação feita por Marcus Alves, sociólogo e poeta, no catálogo da exposição “Infinitos Ventos” que será aberta na próxima sexta-feira (14), às 19h, na Galeria Gamela, em João Pessoa.

Segundo Marcus Alves, o artista deslocou a memória surreal de Dalí, o infinito céu de Magritte e os associou ao mais sublime e banal das paisagens que temos em nossas praias e serras paraibanas. “Assim, sobre a imagem de “Persistência da Memória” surge uma pergunta mágica para o nosso tempo: quem será o salvador de nossa política em derretimento, de nossa fronteira insegura da violência e das incertezas da saúde, do trabalho e de toda a vida brasileira?”, questiona o sociólogo.

No seu texto ele explica que Rodrigues Lima dialoga com o surrealismo e o faz com uma leveza das citações e recriações pós-modernas da arte contemporânea. “Se olharmos no detalhe da pintura de Rodrigues Lima vamos ver galinhas de melão, pequenos frutos e flores que se desdobram e se revelam na própria dobra do céu infinito. Um céu de Magritte, deslocado sobre sua Serra Velha cheia de caixas d´água de balaio. São reservatórios frágeis e futuristas, antenas parabólicas sempre molhadas? Rodrigues Lima nos ajuda a pensar, problemas e saídas, com sua arte – que agora nos traz o infinito e o sonho para assombrar ainda mais a nossa vida, completa Marcus Alves.

A exposição “Infinitos Ventos” é uma nova série de vinte obras de Rodrigues Lima cuja narrativa poética é construída a partir da memória de infância do artista. Em cada trabalho produzido, represento cenas e objetos que ganham novas dimensões e significados, explorando diferentes perspectivas, construindo e reconstruindo novos conceitos e nesse leque de possibilidades que a pós-modernidade nos propõe, aproprio-me da “Persistência da Memória” de Salvador Dalí, trazendo um novo conceito para uma reflexão sobre este momento de tantos conflitos e incertezas em que o Brasil está vivendo em todas as esferas”, finaliza Rodrigues Lima.

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