Maranhão rompe silêncio, analisa governos Lula – Cássio, admite mudanças partidá - WSCOM

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Política

17/10/2005


Maranhão rompe silêncio, analisa governo

O senador José Maranhão concedeu Entrevista Exclusiva ao WSCOM Online, direto de Tocantins, falando de tudo: da reforma política, relacionamentos partidários onde projeta mudanças na Paraíba, avaliou os governos Lula e Cássio, falou de projetos na educação, da forma de atualizar a folha de pessoal, de Roberto Cavalcanti e revelou estar pactuado com “muitas lideranças municipais, hoje tratados como apoio do governo, mas que estão fechados conosco para 2006”.

Depois de um fim-de-semana em Tocantins, ele disse que viaja logo cedo desta terça-feira para Brasília, onde projeta em plenário pronunciamento sobre a realidade da educação, focando a deterioração do ensino universitário a partir dos governos Collor e FHC. “Tudo é uma questão apenas de pauta, mas amanhã ou quarta-feira no máximo estarei me pronunciando sobre a conjuntura da nossa educação”, observou.

Reformas – Quando indagado sobre seu entendimento acerca da Reforma Política, em tese desaquecida no Congresso Nacional, o senador comentou que “o Congresso age por impulso, hoje expondo com menos intensidade o debate sobre a reforma, mas de uma hora para outra pode passar uma mini-reforma”.

Maranhão disse que defende restrições em instrumentos como showmicios e gastos com brindes, bem como maior controle e fiscalização nas contas eleitorais, mesmo entendendo que “temos visto, como se deu na eleição de Ricardo Coutinho, situações em que o poderio econômico pouco influencia por decisão popular”.

Alianças partidárias – O senador acha que a verticalização partidária tem realidade conflitante quando alguns partidos decidem uma coisa e as bases adotam outro procedimento – disse referindo-se a acordos com lideranças municipais.

Quando indagado sobre que leitura fazia do saldo partidário no prazo expirado em setembro frente à saída de partidos como PP e PDT diante de sua candidatura, Maranhão respondeu: “vamos ter os partidos na quantidade de ganhar com o voto do povo”.

Na seqüência, ele disse ter convicção de “que o quadro de alianças não está definido, pois, ou por alterações em regras como a verticalização ou interesses de grupos muita coisa ainda pode mudar”.

Acordos em sigilo – O senador disse que tem assumido acordos com lideranças municipais, mas que por estratégia não está exigindo exposição neste momento porque entende ser natural a necessidade dos prefeitos, sobretudo, de buscar convênios com o governo.

– Posso lhe assegurar que são muitas e que no decorrer dos tempos serão visíveis as revelações com surpresas – adiantou.

Confronto com obras – O senador se referiu ao discurso permanente do governador Cássio Cunha Lima provocando uma confrontação no número de obras entre a realidade atual e do governo anterior “como estratégia furada”.

– O governo se caracteriza por não cumprir com a palavra e maquear com a mídia situações irreais na base porque não adianta dizer uma coisa e a realidade ser outra porque cada vez mais só faz piorar, pois, a sociedade não é tola e está muito atenta a tudo, portanto, a confrontação ela é mensurada pela população e não por discursos – afirmou.

Maranhão disse que “as únicas ações do governo, saneamento e gasoduto, são do governo federal e ele omite tal condição”.

Governo Lula – Para o senador, a administração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva não corresponde, em termos de relacionamento e atenção com seu grupo político, entretanto, no campo de programa sociais atende a expectativa da sociedade, faltando mudar a politica econômica.

– Sempre analiso os governos, não pelo que possa me dar, mas pela ação efetiva em favor da sociedade, por isso asseguro que o Governo Lula não nos atende enquanto grupo político, mas corresponde nos programas sociais – frisou.

Para ele, “se não fosse os programas sociais do Governo muita gente estava morrendo de fome, daí a importância do programa do leite, do governo federal, mas com o governador insistindo em se apropriar dele”.

Mas, para o senador se faz inadiável mudar a regra econômica. “Nenhum pais tem condições de romper com o FMI, mas não da para comprometer o interesse nacional honrando rigorosamente o FMI sem mudar a prioridade no pais”.

Pagamento de pessoal– Maranhão disse que não pode projetar com segurança com quanto tempo exato atualizaria o pagamento do funcionalismo, mas assegurou que “certamente que seria em tempo curto porque o problema é de gestão”.

– Precisaria conhecer a causa desse problema, do rombo inexistente durante 8 anos de nosso governo, mas não temos dúvidas de que a solução se dará rápido porque um bom gerenciamento resolve tudo isso – declarou.

Ele revelou, ao final, que estará retomando na sexta-feira os contatos e reuniões com lideranças no interior do Estado.

Cavalcanti – Sobre o relacionamento com o empresário Roberto Cavalcanti, ele disse estar “tudo sob controle, sem alteração e com perspectiva positiva”.

Ele não decidiu ainda quando vai tirar licença no Senado, mas observou que “se houver necessidade, não há problema, nos licenciaremos”.

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