Maranhão anuncia coletiva, cobra explicações de RC sobre Orçamento/gestão e assu - WSCOM

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Política

02/04/2011


Maranhão assume Oposição no Estado

FIM DO SILENCIO

Foto: autor desconhecido.

“Andava calado porque prudentemente estava aguardando a publicação dos números contábeis do Governo, que são incontestáveis e provam outra realidade diferente do discurso de Caos no Governo, ao contrário, mostram que deixamos fluxo financeiro elevado” – afirmou o ex-governador José Maranhão, em entrevista ao WSCOM, revelando que concederá entrevista coletiva na próxima segunda-feira, na OAB João Pessoa, analisando a conjuntura do estado. Ele vai cobrar explicações do governador Ricardo Coutinho e a partir de agora assumirá publicamente a condição de líder das Oposições.

O ex-governador condenou o que definiu como inoperância do Governo nos primeiros meses de gestão plena ao não saber resolver questões básicas de funcionamento na saúde, educação e na segurança pública – esta última levando Maranhão a indagar: “ele não disse que iria fazer um choque de gestão para resolver o problema da violência em poucos dias, por que os índices aumentaram ao invés de diminuir?”.

Segundo o ex-governador, “o governo vivia bradando aos quatro cantos que convivia com o Caos, mas a realidade prova o contrário, por isso vamos querer explicações para entender a tentativa de desvirtuar os números verdadeiros porque a Paraíba é sábia, sabe distinguir verdade da mentira, mesmo que eu particularmente não queira bate-boca infrutífero e da qual não participarei”.

Maranhão apontou problemas na Saúde, onde o Hospital de Traumas de Campina Grande continua sem funcionar. “ Como houve transição normal em trinta dias com treinamento de pessoal contratado por força de medida judicial, o hospital poderia estar funcionando mas não é essa a realidade porque até equipamentos estão sendo transferidos para outros hospitais”.

“O quadro real da saúde aponta médicos em greve, hospitais restruturados ou construídos por nós lutam pela auto gestão, porque o governo que se diz democrático centralizou tudo, inclusive as compras em João Pessoa e isso não funciona na pratica”.

Repetindo que deixou nos cofres do estado recursos na ordem de R$ 520 milhoes, o ex-governador disse ainda que somados aos projetos aprovados e com verbas asseguradas ao todo o governo dispunha de R$ 1,5 bilhão, por isso considera injustificável a cultura de Caos e de demissão de prestadores de serviços.

Ele observou ainda: “não sei se tudo é fruto de má vontade ou competência que está faltando para resolver questões tão básicas e corriqueiras”.

Por fim, Maranhão informou que só assumirá a presidência do PMDB depois da prorrogação do mandato do atual Antonio Souza no final de dezembro. Ele, contudo, confirmou que vai comandar uma série de reuniões do PMDB e partidos aliados a partir de maio nas diversas cidades polo a começar por João Pessoa. “Vamos de forma discreta, mas firme, discutir as questões relevantes do estado sem querer atrapalhar nenhuma gestão à frente”.

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