Mantega anuncia IOF de 3% no crédito para pessoa física - WSCOM

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Economia & Negócios

07/04/2011


Mantega anuncia IOF de 3% no crédito

Desvalorização

Foto: autor desconhecido.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou nesta quinta-feira (7) que as operações de crédito para pessoa física terão o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) elevado da atual taxa de 1,5% para 3% ao mês. A medida entra em vigor nesta sexta-feira.

“Todas as operações de crédito, todas as compras a prazo serão impactados por esse aumento de 1,5 (ponto percentual)”, afirmou o ministro. A elevação do IOF atinge, entre outras formas de crédito, o crédito direto ao consumidor (CDC), o crédito consignado, os financiamentos de automóveis, imobiliário e rotativo do cartão de crédito e todas as compras a prazo.
 

A princípio, o ministro informara que o IOF seria de 1,5%. Em seguida, ele corrigiu a informação e afirmou que a elevação seria de 1,5 ponto percentual, levando a taxa para 3%.

O objetivo da alta do IOF, segundo Mantega, é “moderar o consumo” e conter a alta da inflação, que chegou a 6,3% no acumulado em 12 meses até março e já ameaça ultrapassar a meta do governo. "Essa medida vai nos ajudar a levar a inflação para um patamar mais adequado", afirmou.

O ministro negou, no entanto, que a inflação esteja fora de controle: “a inflação não está fora de controle. Esperamos que este ano ela feche acima do centro da meta (de 4,5%) mas abaixo do resultado do ano passado”. Segundo ele, a estimativa do Banco Central para este ano é de uma inflação de 5,6%.

Mantega destacou que não é só o Brasil que está sofrendo com a alta da inflação e criticou a política monetária de outros países. O cenário externo, segundo ele, é de uma inflação mundial pressionada pela alta do petróleo e pela alta das commodities, e “vários países têm uma política monetária expansionista. Tem gente emitindo moeda num ritmo exagerado”.

Segundo o ministro, quem mais sofre os impactos dessa alta da inflação "são os países emergentes". Além do cenário externo, ele reforçou que o regime de chuvas prolongado puxou a alta dos preços de alimentos, fazendo com que, em março, o IPCA fosse um pouco mais elevado.
 

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