Maia chora ao homologar acordo de recuperação fiscal do Rio - WSCOM

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Brasil & Mundo

06/09/2017


Maia chora ao homologar acordo do Rio

RECUPERAÇÃO FISCAL

Foto: autor desconhecido.

Presidente da República em exercício, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) chorou ao homologar nesta terça-feira (5), no Palácio do Planalto, o acordo de recuperação fiscal do estado do Rio de Janeiro com a União (veja no vídeo acima).

Entre outros pontos, o plano prevê ajuste fiscal de R$ 63 bilhões até 2020, segundo informou o Ministério da Fazenda. As contrapartidas incluem corte de gastos e proibição do aumento de despesas. O pagamento da dívida do estado com a União será suspenso.

Após chorar, Rodrigo Maia fez um discurso no qual disse ter sido tomado por uma "emoção muito grande" ao homologar o acordo. "É a emoção de participar ativamente deste momento. Sabemos da dificuldade que tivemos para aprovar esse projeto na Câmara dos Deputados", declarou.

Ao aderir ao regime de recuperação fiscal, o governo do Rio de Janeiro projeta ter condições de enfrentar a crise financeira do estado, tendo como uma das prioridades colocar em dia o salário dos servidores públicos.

Coube a Rodrigo Maia homologar o acordo porque o presidente Michel Temer ainda não chegou ao Brasil. Temer passou os últimos dias na China.
Estado do Rio fecha com União acordo de recuperação fiscal

O acordo de recuperação

Os detalhes do acordo foram apresentados mais cedo pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. Em entrevista, ele informou que o acordo prevê ajuste de R$ 63 bilhões até 2020. O valor contempla:

Corte de gastos;
Aumento de receitas;
Empréstimos;
Suspensão do pagamento da dívida do estado com a União.
O plano vale por três anos e pode ser prorrogado por mais três.

A homologação permitirá ao Rio de Janeiro entregar a Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae), que será privatizada, como contragarantia de um empréstimo de até R$ 3,5 bilhões. Os recursos serão usados para o estado pagar "fornecedores, salários, pensões e demais despesas".

De acordo com Henrique Meirelles, o acordo prevê impacto de R$ 29,6 bilhões com a suspensão do pagamento da dívida com a União até 2020, dos quais:
R$ 22,6 bilhões referentes a aumentos de receitas;
R$ 4,7 bilhões referentes a cortes de gastos;
R$ 11,1 bilhões referentes a empréstimos.

A soma ultrapassa R$ 29,6 bilhões, mas Henrique Meirelles informou que pode haver frustração nas receitas.
 

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