Magoado por perder Neymar, Barcelona rompe de vez com Catar - WSCOM

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27/09/2017


Barcelona rompe com Catar por Neymar

MÁGOA

Foto: autor desconhecido.

O Barcelona terminou de vez seu relacionamento com a Qatar Airways, e encerrou as conversas sobre continuar usando a empresa como sua companhia aérea oficial, informaram fontes do clube ao ESPN FC.

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O Catar vinha sendo o patrocinador master do Barça desde 2011 – primeiro, via QSI (Qatar Sports Investments), depois via Qatar Airways, que é estatal -, mas foi substituído pela japonesa Rakuten recentemente.

No entanto, o diretoria blaugrana seguiu conversando com a Qatar Airways para que a empresa seguisse como linha área oficial dos catalães. Em março deste ano, um princípio de acordo foi alcançado por 12,5 milhões de euros (R$ 46,66 milhões) por ano, mas nada foi assinado.

Agora, qualquer acordo que havia caiu de vez, e o motivo tem nome: Neymar.

Segundo apurou a reportagem, o Barcelona não quer mais ter relações com o Catar, já que o país é dono tanto da Qatar Airways quanto da QSI, que por sua vez tem o Paris Saint-Germain como propriedade e bancou os 222 milhões de euros (R$ 828,84 milhões) usados para tirar o brasileiro do Barça e colocá-lo no time francês.

A equipe espanhola sente que o dinheiro do país do Oriente Médio está "distorcendo" o mercado da bola.

"Algo precisa ser feito quanto a isso. Não pode haver tanto dinheiro vindo de fora do futebol", disse o presidente do Barcelona, Josep Maria Bartomeu, em uma entrevista recente.

"O Catar e Abu Dhabi [um dos emirados do Emirados Árabes Unidos] são dois países que possuem clubes [PSG e Manchester City, respectivamente]. Se Bayern, Manchester United, Real Madrid ou Arsenal compram um jogador, você sabe que o dinheiro veio do futebol. Mas esses dois clubes (PSG e City) estão distorcendo o mercado", disparou o cartola.

Questionado sobre o porquê do Barça ter se mantido aliado ao Catar por tanto tempo, Bartomeu justificou dizendo que era "um acordo de patrocínio no valor de mercado justo".

Desde então, a Uefa (União das Federações Europeias de Futebol) lançou uma investigação em cima do PSG foi violações ao fair play financeiro, depois da gastança desenfreada da QSI para trazer reforços como Neymar e o também atacante Kylian Mbappé.

A Qatar Airways vinha sendo a companhia aérea oficial do Barça desde 2014, substituindo a Turkish Airlines, que pagava 9 milhões de euros (R$ 33,9 milhões) por temporada para os blaugranas.

Agora, o Barça irá procurar outra empresa para ser sua parceira, enquanto tenta arrancar o quanto pode do mercado de patrocínios. Uma grande parte da receita prevista de 897 milhões de euros (R$ 3,348 bilhões) para esta temporada vem de patrocinadores como Nike, Rakuten e Beko, e o time espanhol espera alcançar uma receita de 1 bilhão de euros (R$ 3,73 bilhões) até 2021.

O clube também trabalha nos bastidores com a empresa americana Van Wagner em busca de um acordo de naming rights para o novo Camp Nou, que será modernizado em breve.

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