Mãe e padrasto são presos por matar e ocultar corpo de bebê - WSCOM

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Brasil & Mundo

17/02/2018


Mãe e padrasto são presos por matar e ocultar corpo de bebê

Menina de 1 ano e 7 meses foi espancada e morta em agosto do ano passado

 O corpo de uma criança de 1 ano e 7 meses que foi espancada e enterrada no quintal de uma casa em Teresópolis, na Região Serrana do Rio, foi encontardo na noite desta sexta-feira (16) , segundo informações da Polícia Civil.

De acordo com Diogo Schettini, delegado adjunto da 110ª DP, a mãe da menina, de 19 anos, que conheceu o padrasto na internet, acompanhou as buscas pelo corpo nesta sexta. Ela e o companheiro são suspeitos de terem matado a pequena Mikaelly de Oliveira Ribeiro em agosto do ano passado.

“A mãe narrou que o padrasto espancou impiedosamente sua filha, matando-a e enterrando o corpo na casa onde moravam. Alegou que não fez contato com as autoridades pois foi ameaçada de morte”, disse Diogo.

Em depoimento à Polícia Civil, em Petrópolis, a mãe negou qualquer participação no crime.

“Ele disse para ela se despedir e ela conta que, aos prantos, deu um beijo na testa da menina. Em seguida, o suspeito colocou o corpo da criança dentro de um saco preto e a enterrou depois. Ela também disse que ele a ameaçou e por isso não o denunciou”, disse o delegado da 106ª, André Lourenço.

No entanto, após o corpo ser encontrado, policiais civis localizaram o padrastro, que contou uma versão contrária em depoimento na delegacia de Teresópolis. Segundo o delegado responsável pelo caso, ele afirmou que a mãe agrediu, matou e enterrou a criança.

“Para a Policia Civil, ambos mataram e enterraram. Ela (mãe) confessou que ajudou a enterrar a criança, entretanto, disse que quem matou foi o padrasto. Já o padrasto diz que ajudou apenas a enterrar a criança e que quem matou e quem judiava da criança era a mãe”, revelou Diogo.

Após o depoimento, a polícia solicitou à Justiça a prisão preventiva dos dois suspeitos. O delegado também afirmou que todos os moradores da casa, a mãe do padrastro e o companheiro dela, também foram ouvidos nesta sexta-feira, e a possível participação deles está sendo investigada.

A Polícia Civil informou que mãe e padrastro podem responder por homicídio qualificado e ocultaçao de cadáver.

Doze horas de buscas

De acordo com a Polícia Militar, as buscas pelo corpo da menina duraram mais de 12 horas, desde que agentes do 26º Batalhão receberam uma denúncia sobre o caso. Militares de Petrópolis participaram da ação com a ajuda do Corpo de Bombeiros.

Uma retroescavadeira foi utilizada para encontrar o corpo, que foi localizado em uma casa no bairro Beira Linha dentro de um saco preto.

‘Desaparecimento’ nas redes sociais

Segundo delegado Diogo Schettini, a mãe da menina contava para parentes que a criança estava desaparecida há seis meses.

“O ‘desaparecimento’ da menina mobilizava as redes sociais após as postagens realizadas pela família da mãe que não tinha notícia do paradeiro desta e da menor após deixarem a cidade natal (Juiz de Fora)”, disse.

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Segundo a polícia, a jovem era de Juiz de Fora (MG) e conheceu o companheiro por meio de uma rede social. Ela foi morar com ele em junho de 2017 e levou a filha. No depoimento, a mulher disse aos policiais que o homem a deixava trancada dentro de casa, que impediu que tivesse contato com a família e que também a agredia.

Após a morte da menina, a mulher disse que eles se mudaram para um bairro de Petrópolis, cidade vizinha, e que ele continuou a agredindo e depois a expulsou de casa. A jovem afirma que acabou indo morar na casa de uma mulher, que a acolheu na região, e que o suspeito voltou para Teresópolis com a família e que desde então não teve mais informações sobre ele.

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