Lula vetará se Câmara aprovar mínimo de R$ 384,29, diz ministro - WSCOM

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Brasil & Mundo

11/08/2005


Lula vetará se Câmara aprovar

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai vetar o reajuste do salário mínimo para R$ 384,29 caso a Câmara decida ratificar a decisão do Senado que elevou o reajuste para esse valor ontem.

A informação é do ministro Paulo Bernardo (Planejamento), que estima em R$ 16 bilhões o impacto financeiro da decisão dos senadores.

O governo Lula havia proposto o aumento do mínimo de R$ 260 para R$ 300 a partir de maio. A Câmara aprovou a proposta. O Senado, no entanto, aproveitou a desarticulação da base aliada com a crise política e aumentou o mínimo para R$ 384,29, em decisão retroativa a 1º de maio.

O texto agora voltará para a Câmara dos Deputados, onde o governo tentará restabelecer o valor do texto original. A nova votação precisa ocorrer até o dia 19.

Caso o texto do senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) aprovado ontem seja também aceita pelos deputados, Bernardo afirmou que não haverá dinheiro no Orçamento para arcar com a despesa. Por isso, o reajuste será vetado por Lula.

A decisão, entretanto, deve representar um desgaste para o presidente, que durante a campanha eleitoral em 2002 prometeu dobrar o poder de compra do salário mínimo em quatro anos.

O líder do governo no Senado, Aloizio Mercadante (PT-SP), havia estimado ontem o impacto em R$ 12 bilhões afirmado que “Mesmo cortando todos os investimentos, não haveria condições de absorver este aumento neste ano”

Já o líder do PFL no Senado, José Agripino (RN), disse ontem esperar que a Câmara confirme a votação do Senado. “Espero que a Câmara faça o que o Senado fez e aprove um mínimo”, disse.

A derrota governista teve o apoio dos petistas Paulo Paim (RS), Cristovam Buarque (DF), do petebista Sérgio Zambiasi (RS) e do peemedebista Pedro Simon (RS). Todos se abstiveram. João Capiberibe (PSB-AP) votou a favor do destaque da oposição.

Antes de o texto ser votado no Senado, a Câmara chegou a aprovar o mínimo de R$ 536,28 em uma votação confusa e conturbada. Depois, a Casa voltou atrás e manteve a proposta do governo de R$ 300.

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