Lula tem 18 pontos de vantagem sobre Alckmin no 2º turno, mas poderia vencer já - WSCOM

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Brasil & Mundo

15/03/2006


Lula tem 18 pontos de

Um dia após o PSDB ter definido o governador Geraldo Alckmin como seu candidato à Presidência da República, uma pesquisa do Ibope encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostrou nesta terça-feira uma folgada vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de outubro.

No primeiro turno, Lula tem hoje 43% das intenções de voto, enquanto o governador paulista aparece com 19%. Neste cenário, o ex-governador do Rio Anthony Garotinho (PMDB) tem 14%, e a senadora Heloisa Helena (PSOL), 5%. Os votos brancos e nulos somam 11%, e os indecisos, 8%.

Com a margem de erro da pesquisa de 2,2% pontos percentuais para cima ou para baixo, os resultados indicam que Lula teria chances de vencer a eleição já no primeiro turno. Para ser eleito na primeira rodada, um candidato precisa ter mais votos que os demais candidatos somados.

Segundo a pesquisa, num segundo turno contra Alckmin, Lula venceria com folga: 49% a 31%.

Já se o candidato tucano fosse o prefeito de São Paulo, José Serra, preterido pelo partido, a disputa seria mais acirrada, mostra a pesquisa. No segundo turno, Lula teria 44% dos votos contra 40% de Serra.

A pesquisa, realizada entre os dias 8 e 11 de março, foi feita antes da definição de Alckmin como candidato do PSDB. Foram ouvidos 2.002 pessoas em 143 municípios.

Segundo turno – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de acordo com nova pesquisa CNI/Ibope divulgada nesta quarta-feira, venceria o candidato pelo PSDB Geraldo Alckmin, em segundo turno, por 49% a 31%. Lula ampliou a vantagem contra o tucano desde a última pesquisa divulgada em dezembro, onde apresentava 41% contra 37% das intenções de voto.

A pesquisa, que foi realizada antes do anúncio do candidato oficial do PSDB à Presidência, mostra o prefeito de São Paulo, José Serra, que perdeu a disputa para Alckmin, empatado tecnicamente com Lula em um provável segundo turno. O tucano aparece com 40% das intenções de voto contra 44% de Lula. Na pesquisa anterior, Serra liderava por 13 pontos – 48% contra 35% de Lula.

No primeiro turno, em uma simulação com o agora candidato oficial do PSDB, Geraldo Alckmim, Lula venceria com 43% das intenções de voto contra 19% de Alckmin. Neste cenário, a senadora Heloísa Helena (Psol-AL) levaria 5% e o ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho (PMDB), 14%.

De acordo com a pesquisa realizada em dezembro, no mesmo cenário para primeiro turno, Lula venceria Alckmin com 32% dos votos contra 20%. Garotinho ficaria com 20%, empatando com Alckmin, enquanto Heloisa Helena levaria 7% das intenções de voto do eleitor.

No cenário em que é substituído o nome do candidato do PMDB, o governador do Rio Grande do Sul, Germano Rigotto, obteve 2% de intenção de votos quando o candidato tucano é José Serra. Nesta simulação, Lula venceria com 42% das intenções de voto enquanto Serra ficaria com 35%. Quando o candidato tucano é Alckmin, Rigotto levaria 3% dos votos e Lula venceria por 46% contra 22% de Alckmin.

A pesquisa apresenta margem de erro de 2,2 pontos percentuais e grau de confiança de 95%. Foram entrevistadas 2.002 pessoas em 143 municípios do País no período de 8 a 11 março de 2006.

Primeiro turno com Serra – Em primeiro turno, caso o candidato tucano fosse Serra, Lula venceria com 40% dos votos contra 31% de Serra. Na pesquisa realizada em dezembro, Lula havia perdido para o tucano por 31% contra 37%. Neste mesmo cenário, Garotinho teria 8% dos votos e Heloisa Helena, 4%. Em dezembro, Garotinho aparecia com 11% e a candidata do Psol, com 4%.

Prioridades para o eleitor – O estudo tentou identificar as prioridades e as características que o eleitor considera mais importantes no momento de decidir seu voto, além de levantar a expectativa em relação à atuação do futuro presidente no campo econômico.

A maioria dos brasileiros (54%) quer que o próximo presidente “faça mudanças profundas na economia”; 24% esperam que o presidente eleito em outubro “mantenha as linhas gerais da atual política econômica fazendo alguns ajustes”; e apenas 16% querem a continuidade da política econômica em vigor.

Mesmo entre os que manifestam a intenção de reeleger o presidente Lula, 39% desejam mudanças profundas na economia e 29% esperam por alguns ajustes. Entre os eleitores de Lula, 28% querem continuidade à atual política econômica.

Na lista de itens apresentada aos entrevistados, a geração de empregos, como ação mais importante para o próximo presidente, recebeu 58% das menções, num patamar distanciado dos demais itens.

Para o diretor de operações da CNI, Marco Antonio Guarita, as intenções de voto para Lula aumentaram pois ele teve uma melhora na avaliação em áreas específicas do governo, principalmente no quesito social. Segundo ele, outro ponto que contribuiu foi o fato da percepção de Lula em relação ao notíciario ter melhorado – o número dos que consideravam as notícias sobre Lula menos favoráveis ao presidente caiu de 59 em dezembro para 37 em março.

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