Lula se recupera, mas o mito desaparece, diz jornal - WSCOM

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Brasil & Mundo

20/03/2006


Lula se recupera, mas o

Um artigo de opinião publicado nesta segunda-feira pelo diário espanhol ABC comenta a recuperação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas pesquisas após os escândalos de corrupção surgidos no ano passado e afirma que, apesar disso, o mito em torno de sua figura está desaparecendo.

Leia abaixo o texto

O artigo diz que “o rosto de Lula, durante algum tempo, significava para muitos as mudanças necessárias e possíveis na América Latina”.

Ao traçar um paralelo entre duas visitas de Lula à Espanha – a primeira em 2003, quando recebeu o prêmio Príncipe das Astúrias em Oviedo, e a segunda em outubro do ano passado, para a cúpula ibero-americana em Salamanca – o jornal diz que “o Lula triunfante, seguro de si, deu lugar a um Lula que tratava de passar desapercebido, atribulado pelos problemas internos que então afloravam no seu país e em seu partido”.

O jornal observa que “o tempo na política produz mudanças inesperadas” e que as pesquisas mais recentes apontam uma recuperação na popularidade do governo e a possibilidade concreta de Lula ser reeleito nas eleições deste ano.

O artigo conclui com a observação de que, mesmo com a recuperação de sua popularidade, Lula agora “é somente mais um político, sob suspeita para alguns, no instável panorama social ibero-americano”. “Lula ressuscita, mas o mito desaparece. Nas circunstâncias atuais, dariam a ele o prêmio Príncipe das Astúrias?”, questiona o artigo.

Jornal de bolso

Um “jornal de bolso” publicado na cidade de Divinópolis, em Minas Gerais, é tema de uma reportagem publicada nesta segunda-feira pelo jornal britânico The Guardian.

Com dimensões de 3,5 cm por 2,5 cm, o Vossa Senhoria figura no livro Guinness de recordes como o menor jornal do mundo.

Seus artigos têm uma média de 20 palavras cada um – o suficiente para preencher uma linha e meia. Algumas histórias de mais “fôlego” ganham um espaço maior – até três linhas.

Segundo a editora do Vossa Senhoria, Dolores Nunes Schwindt, de 62 anos, seu objetivo é fazer “o menor jornal possível, com o melhor conteúdo possível”.

Criado pelo pai de Dolores, Leonidas Schwindt, em 1935, o jornal fechou nos anos 1960, por causa da censura imposta pelo regime militar. Com a redemocratização, em 1985, Dolores retomou a idéia do pai.

O último número do jornal, diz o Guardian, traz “três suplementos, incluindo artigos sobre futebol e política da Libéria, além de uma ampla seção de empregos”.

Petrobras na Argentina

O início da comercialização das ações da Petrobras na bolsa de Buenos Aires, previsto para esta segunda-feira, está deixando o mercado financeiro local em clima de expectativa, segundo reportagem publicada pelo diário financeiro argentino El Cronista.

Segundo analistas ouvidos pelo jornal, as ações da Petrobras devem aumentar os volumes das operações na bolsa local e seriam “mais uma prova do sólido crescimento econômico da Argentina”.

Para os analistas, a entrada da Petrobras na bolsa de Buenos Aires é um dos fatos mais relevantes da semana no mercado financeiro local.

Iraque

O aniversário de três anos da invasão ao Iraque liderada pelos Estados Unidos é destaque nesta segunda-feira em grande parte da imprensa internacional.

Em um artigo publicado pelo Washington Post, o premiê iraquiano Ibrahim al-Jafari diz manter a esperança de que “com a determinação iraquiana e o apoio das forças multinacionais, poderemos derrotar os terroristas e fazer do Iraque o primeiro país árabe democrático”.

Em sua manchete, o Washington Post destaca o discurso feito pelo presidente George W. Bush no domingo, no qual disse que a estratégia de seu governo “levará à vitória no Iraque”.

O discurso de Bush também foi o tema da manchete do New York Times, que observa que o tom otimista de Bush e de outros membros de seu governo contrasta com outras posições, como a do ex-premiê iraquiano Iyad Allawi, que advertiu que o país já está em guerra civil e chegando a “um ponto sem retorno”.

Um editorial publicado pelo International Herald Tribune diz que “os últimos três anos mostraram o quão pouco os líderes americanos entendiam o Iraque” e nos fez lembrar de como “as tentativas de libertação a partir do exterior” fracassaram no passado.

Para o jornal, “o fracasso no Iraque deveria servir como uma lição humilhante para as futuras gerações de líderes americanos”.

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