Lula não teve direito, mas 1,4 mil candidatos concorrem sub júdice no TSE - WSCOM

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Política

21/09/2018


Lula não teve direito, mas 1,4 mil candidatos concorrem sub júdice no TSE

Foto: autor desconhecido.

A impugnação da candidatura do ex-presidente Lula parece ser um caso raro para o TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Cerca de 1.400 políticos que tiveram seus registros barrados pela Justiça Eleitoral e recorreram da decisão poderão concorrer nas eleições 2018 com nome, foto e número na urna eletrônica. Diferentemente do caso de Lula – cuja defesa também recorreu junto ao TSE para garantir a sua candidatura e, mais que isso, de posse de uma determinação da ONU -, para esses candidatos, a campanha prossegue até que o recurso contra o indeferimento seja julgado em definitivo.

A reportagem do jornal O Estado de S. Paulo destaca que “nos casos de registros barrados, os votos são computados, mas não aparecem nos resultados oficiais até que todos os recursos sejam julgados. Se o candidato conseguir reverter a decisão, seus votos serão divulgados. A diplomação do político em caso de vitória também depende do deferimento de seu registro”.

O montante de candidatos sub júdice é heterogêneo: “desse total, 12 disputam o cargo de governador, 26 de senador, 462 de deputado federal e 855 de deputado estadual. O levantamento foi feito pelo Estado com base em estatísticas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) atualizadas até o início da noite desta quinta-feira, 20. O número de candidatos sub judice deve cair nos próximos dias conforme os recursos forem sendo julgados pelo TSE e tribunais regionais eleitorais”.

O caso Garotinho é emblemático, até porque o estado do Rio de Janeiro encabeça a lista de candidatos com pendências judiciais que poderão concorrer: “o Rio lidera entre os Estados, com 338 políticos barrados que tentam reverter a decisão. Desses, o mais conhecido é Anthony Garotinho (PRP), candidato ao governo fluminense e que teve o registro indeferido em função de uma condenação do Tribunal de Justiça. A suspeita recai sobre desvios de R$ 234,4 milhões na área da saúde nos anos de 2005 e 2006, quando ocupava o cargo de secretário de Estado”.

Brasil 247

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