Lula mantém índice e Alckmin sobe, aponta Datafolha - WSCOM

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Política

19/03/2006


Lula mantém índice e Alckmin

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), cresceu seis pontos e agora tem 23% das intenções de voto nas eleições presidenciais de 2006, aponta novo levantamento do instituto Datafolha. O presidente Lula manteve-se estável, oscilando de 43% para 42%.

A pesquisa, que vai ser divulgada na edição de domingo do jornal “Folha de S. Paulo”, leva em conta o cenário em que o ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho é o candidato do PMDB. Ele teria agora 12% dos votos — um ponto percentual a mais em relação ao último levantamento. Depois aparecem Heloísa Helena (PSOL, 6%), Roberto Freire (PPS, 3%) e Cristovam Buarque (PDT, 1%). Brancos e nulos somariam 8% e 5% dos entrevistados não quiseram opinar. Quando o cenário apresentado tem o governador do Rio Grande do Sul, Germano Rigotto, como candidato do PMDB, ele atinge 2%, ficando atrás do candidato do PPS.

Neste levantamento do Datafolha, que ouviu 3.081 pessoas em 180 municípios do País entre os dia 16 e 17 de março, Alckmin quase dobra sua vantagem sobre o mais bem colocado candidato peemedebista (Garotinho), isolando-se na segunda posição.

Ainda de acordo com a pesquisa, foi captada tendência de subida de Alckmin em quase todos os segmentos de idade, renda e escolaridade no País. A disputa mais acirrada entre os dois primeiros colocados ocorre na região Sudeste, onde Lula tem 36% dos votos e Alckmin tem 32% e no Sul, onde Lula ficaria na ponta por 28% a 24%. A maior vantagem petista é no Nordeste, onde Lula atinge 57% dos votos e Alckmin fica com 10%, atrás de Garotinho (14%).

Segundo turno

Outra boa notícia para Alckmin, definido candidato tucano na semana que passou, é que a diferença entre ele e Lula também cai no segundo turno. O presidente foi de 53% para 50% e o governador subiu de 35% para 38%.

Este segundo turno estaria garantido, no retrato obtido pela pesquisa, se Garotinho fosse o candidato do PMDB. Quando Rigotto é a opção peemedebista, o primeiro turno mostra Lula com 43% (contra 45% do levantamento anterior) e Alckmin com 25% (tinha 20% em fevereiro). Neste embate, Lula atingiria 52% dos votos válidos já na primeira etapa da eleição, contra 48% da soma dos demais candidatos — como o Datafolha tem margem de erro de 2%, não é possível afirmar se a disputa estaria liqüidada sem segundo turno, mas as chances de isso acontecer seriam maiores.

Na simulação com Garotinho passando ao segundo truno, Lula vai a 55% contra 29% do candidato do PMDB.

Lula: mais que o dobro da rejeição de tucano

Alckmin também tem rejeição significativamente menor que a de Lula, a pesquisa volta a indicar. Segundo o Datafolha de março, 33% dos entrevistados dizem que não votariam no petista, enquanto 16% dizem o mesmo sobre o peessedebista.

O presidente é o segundo candidato com maior rejeição, perdendo apenas para Garotinho (39%). Depois de Lula vêm Roberto Freire (20%), José Maria Eymael, do PSDC (18%), Heloísa Helena (17%) e Germano Rigotto (17%). Alckmin só é mais rejeitado que Cristovam Buarque, que tem 15%.

Popularidade do presidente cai

Outra situação pesquisada pelo Datafolha foi a da avaliação dos entrevistados sobre o governo e sobre a imagem pessoal de Lula. O presidente sofre forte queda no levantamento de março: 44% dos que responderam à pesquisa consideram Lula ótimo ou bom, contra 53% que achavam o mesmo em fevereiro.

Avaliam o presidente como regular 35% (eram 31% antes) e o índice ruim ou péssimo teve aumento de 5 pontos percentuais, de 12% para 17%. Não souberam responder a questão 3%.

Quando o foco da avaliação é o governo petista, no entanto, o quadro permanece estável. 38% dos entrevistados consideram o governo ótimo ou bom (contra 37% em fevereiro). O índice regular é apontado por 38% (39% anteriormente) e a opção ruim ou péssimo foi escolhida por 23% (ante 22%).

Imagem do Congresso piora

No Congresso, a situação voltou a piorar após as absolvições de “mensaleiros”.

Apesar da recuperação de fevereiro, quando 43% consideravam o desempenho de senadores e deputados regular, a opção teve 37% dos votos no levantamento de março. Assim, passou ao primeiro lugar como avaliação mais votada a opção ruim ou péssimo, escolhida por 41% (contra 33%).

Apenas 14% dos entrevistados consideram a atuação do Congresso ótima ou boa (antes, eram 16%) e 8% não souberam opinar.

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