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Política

02/03/2019


Lula deixa prisão em Curitiba para ir a velório de neto em SP

Lula deixou a carceragem da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba às 7h em um helicóptero da Polícia Civil. Vestia blazer e não usava algemas

Foto: Giuliano Gomes/PR Press

“O avião com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva rumo a São Paulo decolou às 7h18 do aeroporto Bacacheri, em Curitiba. Ele foi autorizado a deixar a prisão para acompanhar o velório do neto Arthur, de 7 anos, falecido ontem. Lula deixou a carceragem da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba às 7h em um helicóptero da Polícia Civil. Vestia blazer e não usava algemas”, informa o jornalista Vinícius Kochinski.

 

Arthur está sendo velado desde as 22h desta sexta em São Bernardo do Campo. O enterro será às 12h no Cemitério Jardim das Colinas, com endereço na Rua Jardim da Colina, 265, Jardim Petroni – São Bernardo do Campo/SP.

 

É a primeira vez que Lula deixa a carceragem desde que foi preso por motivação política, apenas porque venceria as eleições presidenciais de 2018. Abaixo, reportagem da Reuters:

 

De acordo com a JFPR, “a fim de preservar a intimidade da família e garantir não apenas a integridade do preso, mas a segurança pública, os detalhes do deslocamento serão mantidos em sigilo”.

 

Arthur está sendo velado desde as 22h desta sexta em São Bernardo do Campo. O enterro será às 12h no Cemitério Jardim das Colinas, com endereço na Rua Jardim da Colina, 265, Jardim Petroni – São Bernardo do Campo/SP.

 

A PF já havia recebido informalmente uma comunicação da Justiça para preparar a logística para a saída do ex-presidente e sua viagem a São Paulo. Um helicóptero espera na Superintendência da PF para levar Lula até base aérea de Curitiba, onde o ex-presidente embarcará em um avião cedido pelo governo do Paraná para a viagem.

 

Arthur foi internado esta manhã em um hospital em Santo André e faleceu próximo ao meio-dia. Lula foi informado da morte do neto no meio da tarde por um dos advogados, que conseguiu autorização da PF para entrar na unidade, que está fechada até a quarta-feira à tarde em função do Carnaval. Em seguida, Lula pôde falar com o filho Sandro Luís, pai de Arthur, por telefone.

 

Mais tarde, a presidente do PT, deputada Gleisi Hoffmann, conseguiu também autorização para visitar o ex-presidente. A deputada contou que Lula chorou várias vezes e estava muito abatido.

 

“Lula nos disse que devia ser proibido um pai enterrar um filho, um avô enterrar o neto”, disse Gleisi.

 

 

A família de Sandro Luís morava com o ex-presidente desde a morte de dona Marisa e nas redes sociais de Lula era comum ver fotos com o neto. Desde que o ex-presidente foi preso, em abril do ano passado, Arthur foi pelo menos duas vezes visitar o avô.

 

A defesa de Lula entrou ainda no início da tarde com o pedido para o ex-presidente ir ao velório, com base na lei de execuções penais que autoriza a saída de presos no caso de morte de cônjuge, ascendentes, descendentes e irmãos.

 

Em janeiro deste ano, quando seu irmão Vavá morreu de câncer, a juíza de execuções penais negou o pedido para que Lula fosse ao enterro com base em uma alegação da PF de que não teria condições de levar o ex-presidente até o local do enterro.

 

Na época, o MPF se posicionou contra a saída do ex-presidente alegando também questões de segurança. Desta vez, o MPF foi a favor do cumprimento da lei.

 

Um recurso contra aquela decisão no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) também foi negado.

 

Já na hora da cerimônia, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, autorizou que Lula se reunisse com a família em uma unidade militar em São Paulo, onde aconteceria a cerimônia. A decisão, no entanto, foi dada quando Vavá já estava sendo enterrado.

 

Lula então se recusou a sair da cadeia sob as condições dadas por Toffoli. 

Com informações Brasil 247
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