Luiz Couto cita nominalmente assassinatos políticos pós-Golpe de 2016 - WSCOM

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Política

26/03/2018


Luiz Couto cita nominalmente assassinatos políticos pós-Golpe de 2016

"Isso mostra o que é o Governo que está aí está. Novamente há assassinatos políticos. Na realidade, eles querem fazer com que as pessoas que lutam pela reforma agrária, que lutam pela justiça, que lutam contra esse estado que nós estamos vivendo hoje no Brasil, sejam cada dia mais atrapalhadas"

Foto: autor desconhecido.

Um discurso duro foi pronunciado pelo deputado federal Luiz Couto na Câmara Federal. O parlamentar paraibano citou nominalmente as pessoas que foram alvos de assassinatos políticos depois da instauração do Golpe de 2016. O tema veio à tona em meio à repercussão causada pela execução da vereadora Marielle Franco, cuja família era paraibana.

“Isso mostra o que é o Governo que está aí está. Novamente há assassinatos políticos. Na realidade, eles querem fazer com que as pessoas que lutam pela reforma agrária, que lutam pela justiça, que lutam contra esse estado que nós estamos vivendo hoje no Brasil, sejam cada dia mais atrapalhadas. Mostramos várias pessoas que, por causa de sua atuação em defesa da vida, em defesa da reforma agrária, em defesa das comunidades indígenas, foram assassinadas. Os assassinatos políticos que a ditadura tinha, esse Governo golpista está agora realizando”, denunciou Couto.

A lista citada pelo parlamentar é a seguinte:

Em 2016, foram assassinados: Edmilson Alves da Silva, líder comunitário, em Alagoas; José Conceição Pereira, líder comunitário, no Maranhão; José Bernardo da Silva, líder do MST, em Pernambuco; Almir Silva dos Santos, líder comunitário, no Maranhão; João Natalício Xuruku-Karir, líder indígena, em Alagoas.

Em 2016, foram assassinados: Waldomiro Costa Pereira, líder do MST, no Pará; Luís Cesar Santiago da Silva, líder sindical, no Ceará; Valdenir Juventino Izidoro, líder camponês, em Rondônia; Eraldo Lima Costa e Silva, líder do MST, em Recife; Rosenildo Pereira de Almeida, líder do MST, no Pará; José Raimundo da Mota, líder quilombola e do MST, na Bahia; Fábio Gabriel P. dos Santos, líder quilombola, na Bahia; Jair Cleber dos Santos, líder camponês, no Pará.

Em 2016, foram assassinados: Clodoaldo dos Santos, líder sindicalista, no Rio de Janeiro; Jefferson Marcelo, líder comunitário, no Rio de Janeiro; Valdemir Resplandes, líder do MST, no Pará; Leandro Altenir Ribeiro Ribas, líder comunitário, no Rio Grande do Sul; Márcio Oliveira Matos, líder do MST, na Bahia; Carlos Antônio dos Santos, líder camponês, no Mato Grosso; George de Andrade, líder comunitário, em Pernambuco; Paulo Sérgio A. Nascimento, líder comunitário, no Pará; Marielle Franco, Vereadora, no Rio de Janeiro, e o motorista.

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