Lucro do Banco do Brasil sobe 66,6% no 1º trimestre, para R$ 2,3 bi - WSCOM

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Economia & Negócios

14/05/2008


Lucro do Banco do Brasil

O Banco do Brasil registrou um lucro líquido de R$ 2,347 bilhões no primeiro trimestre, um crescimento de 66,6% em relação ao registrado no mesmo período de 2007. Na comparação com o quarto trimestre do ano passado, a expansão foi de 92,9%.

O lucro líquido recorrente (que exclui efeitos extraordinários do resultado) foi de R$ 1,559 bilhão no trimestre passado, crescimento de 6,3% acima do registrado no primeiro trimestre do ano passado. Em relação ao período de outubro e dezembro o crescimento foi de 20,9%.

Entre os ganhos extraordinários ocorridos no período o banco destacou o resultado com a venda de participação na Visa Internacional (R$ 305 milhões), a reavaliação de participações societárias pelo método de equivalência patrimonial (R$ 241 milhões) e os ganhos com a revisão periódica de despesas passíveis de serem deduzidas dos impostos (R$ 302 milhões).

O resultado do Banco do Brasil superou assim o lucro de R$ 2,102 bilhões do Bradesco no primeiro trimestre.

O resultado do trimestre correspondeu a um retorno anualizado sobre patrimônio líquido de 43,5%, contra 22,2% no quarto trimestre do ano passado. Excluídos os efeitos extraordinários, o retorno foi de 27,6% no trimestre passado.

A carteira de crédito do Banco do Brasil no primeiro trimestre teve crescimento de 7,5% em relação ao quarto trimestre do ano passado. A carteira de crédito no país teve expansão de 8,6%. O destaque no trimestre foi o crédito à pessoa física, com alta de 20,4% no trimestre.

A expansão observada no cheque especial (de 18,1%) e em cartões de crédito (de 49,5%) se deveu a questões sazonais –o crescimento nas linhas de cartão de crédito sofreu forte influência da contabilização de R$ 1,9 bilhão de operações de crédito das vendas parceladas com cartões de crédito pelo lojista. Sem esse fator, o crescimento das operações com cartões teria sido de 4,8%.

O aumento observado no risco médio da carteira, que saiu de 5,43% para 5,56%, deveu-se à revisão do risco das operações do agronegócio prorrogadas no quarto trimestre de 2006. Esse movimento resultou na realocação de R$ 450 milhões da provisão adicional para a provisão classificada da carteira rural.

Desconsiderando esse fator, o risco médio da carteira ficaria em 5,30%, abaixo do risco médio observado em no quarto trimestre do ano passado, e do risco médio do sistema financeiro nacional, de 5,40%. Por outro lado, o percentual de operações em atraso teve ligeira redução de 4,5% no período de outubro a dezembro de 2007 para 4,4% no primeiro trimestre deste ano.

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