Livro sobre criação artística e condição feminina será lançado na quinta-feira - WSCOM

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Artes

08/04/2019


Livro sobre criação artística e condição feminina será lançado na quinta-feira

Trata-se de uma obra híbrida, na qual Juliana Alves revela os procedimentos artísticos em sua formação no curso de Artes Visuais da UFPB.

Reprodução do livro “Transparesser”, da artista visual Juliana Alves

“Noivas e misses são mulheres de outra estirpe”. Este verso está no livro “Transparesser”, da artista visual Juliana Alves e da escritora e arquiteta Sonia Marques. A obra, fruto de um intenso diálogo entre as duas autoras, será lançado nesta quinta-feira (11) na Academia Paraibana de Letras (APL), durante a 60ª edição do Pôr do Sol Literário.

 

Publicado pela editora do Centro de Comunicação Turismo e Artes, (CCTA) da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), o livro tem prefácio da escritora Maria Valéria Rezende. Trata-se de uma obra híbrida, na qual Juliana Alves revela os procedimentos artísticos em sua formação no curso de Artes Visuais da UFPB, combinando com poemas e textos estéticos escritos por sua orientadora, a professora Sonia Marques. O livro tem como foco temático o conceito de transparência que a artista vem perseguindo desde o início dos seus trabalhos com aquarela, assemblagens e suas pesquisas com frascos de perfumes e instalações.

 

Mestranda em Artes Visuais no Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da UFPB/UFPE, Juliana Alves conta que o livro faz um esforço de reflexão também sobre as identidades culturais, o sentido de ser mulher e artista contemporânea. “Esse trabalho lança o desafio de que é preciso enxergar além das transparências, flores aparentemente ingênuas ou motivos femininos quase piegas que podem esconder a violência e o desamparo da condição feminina”, diz.

 

O livro foi lançado exatamente no encerramento de sua exposição, “Transparesser”, aberta ao público desde o mês de novembro no Centro Cultural Correios, em Recife (PE). “Juliana descobrira um mar de possibilidades para atingir a transparência”, acrescenta Sonia Marques arquiteta e doutora em sociologia pela Écola des Hautes Études em Sciences Sociales, de Paris.

 

Ela diz que no início eram a aquarela e a poesia. Depois uma sequência de janelas e avarandados do centro histórico de João Pessoa. Sonia conta que teve também organzas e tecidos, como materiais experimentados. “Até chegar ao vidro, o vidro dos frascos de perfumes, antecipando o prazer dos cheiros. A materialidade do vidro em toda a sua ambivalência”, comenta.

 

O livro “Transparesser”, revela um diálogo entre duas gerações: a da artista Juliana Alves e a da professora Sonia Marques. Constitui-se uma trama entre várias áreas, como artes plásticas, cinema, literatura em um esforço para se dominar o conceito de transparência. Por fim, a obra revela um trabalho comum, às vezes feito a quatro mãos como nos poemas.

 

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