Lindberg reage com dados que desqualificam denúncia de reportagem e responsabili - WSCOM

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Brasil & Mundo

10/05/2008


Lindberg reage com dados que



Lindberg: dados provam armação

O prefeito de Nova Iguaçu, paraibano Lindberg Farias, apresentou neste sábado documentos e nota oficial na qual rebate, ponto por ponto, as informações dando caráter de denúncia de fraudes em sua administração provando que o autor da matéria é assessor da Oposição no município tanto que não quis ouvir a versão da prefeitura. Ele mostrou que inexiste ainda vinculo da prefeitura com pessoas da família ou com estruturas de João Pessoa. Na seqüência, ele antecipou que está tomando providências jurídicas.

”Não existe nenhum fato procedente em toda a reportagem da Revista IstoÉ acusando o prefeito de Nova Iguaçu”, sintetiza a nota.

De acordo com os dados apresentados pelo prefeito, “não há nenhum inquérito no MPE para apurar superfaturamento de compra de merenda pela prefeitura”.

Os documentos a serem enviados aos organismos públicos e à própria revista apontam para o raciocínio de que o prefeito está sendo alvo de uma armação de setores atrasados do município ligados à oposição e ao crime organizado interessados em desestabilizar a atual gestão.

Na seqüência, o portal WSCOM Online apresenta as justificativas do prefeito Lidberg Farias.

Eis a integra do documento:

Não fosse o jornalista Mino Pedrosa, que assina reportagem na edição deste fim de semana na revista IstoÉ, sabidamente assessor informal de um candidato a prefeito de Nova Iguaçu nas eleições deste ano, esta Prefeitura estaria surpresa pelo fato de o “repórter” sequer ter se dado ao trabalho de ouvir o outro lado antes de escrever as leviandades publicadas, como recomenda os manuais do (bom) jornalismo.

Pois, tratando-se do personagem em questão, que entre outros episódios polêmicos em seu currículo, carrega o fato de ter sido assessor de bicheiro – no caso, o polêmico Carlos Cachoeira, ao lado de quem é réu em processo criminal – tudo é possível.

A Prefeitura vai solicitar à revista cópia da fita de vídeo que o repórter diz ter. Trata-se de uma denúncia gravíssima que, se verdadeira, deverá ser apurada com muito mais rigor, cuidado e critério do que o utilizado na reportagem.

Quantos aos demais pontos levantados pela matéria, responderemos um a um, já que a Prefeitura, infelizmente, não teve a oportunidade de ser ouvida antes. São eles:

1. A ex-secretária de Recursos Humanos Lídia Cristina Esteves foi exonerada em 2006 e responde a inquérito administrativo por conta de atos por ela praticados na sua gestão. Chamada pelo Ministério Público de Nova Iguaçu para esclarecer o conteúdo de fita gravada sem sua autorização e divulgada por uma rádio da cidade e por um jornal local, ela desmentiu, categoricamente, o que havia dito, justificando que estava embriagada e deprimida por conta da sua demissão.

2. Os depósitos à construtora Flamboyant que Elza Helena Barbosa cita na suposta gravação referem-se a prestações de um imóvel comprado na Paraíba pelo ex-secretário de Fazenda Francisco Soares (e não Silva, como escrito na reportagem). Soares, que é empresário da área de Saúde, deixou o cargo em 2006. A compra do imóvel consta das suas declarações de Imposto de Renda.

3. É falsa a informação de que a ex-secretária de Educação Marli de Freitas e o ex-presidente de Comissão de Licitações, Jayme Orlando, foram afastados dos cargos por conta de superfaturamento de merenda escolar em 2006. Tampouco Marli teve, em qualquer momento, seus bens bloqueados.

4. Não há nenhum inquérito no MPE para apurar superfaturamento de compra de merenda pela Prefeitura. A merenda de Nova Iguaçu recebeu, em 2007, o prêmio Gestão Eficiente de Merenda Escolar da ONG Fome Zero.

5.Não existe absolutamente nenhum fato que desabone ou que coloque sob suspeita a parceria existente entre a Prefeitura de Nova Iguaçu e o renomado Instituto Paulo Freire. O Bairro-Escola é um programa reconhecido nacionalmente, referência no MEC, modelo para projetos semelhantes em cidades como Belo Horizonte e vencedor de quatro prêmios nacionais em 2007, entre eles o de Tecnologia Social, da Fundação Banco do Brasil.

6.Ao contrário do que diz a matéria, a Gráfica Lastro, a Total Saúde, Captar-Cooper e Multiprof não foram doadoras da campanha de Lindberg Farias, fato que pode ser facilmente comprovado na prestação de contas da campanha. Tampouco a Prefeitura paga R$ 42 milhões pelos cooperados.

7. É leviano fazer ilação entre o contrato existente entre a Prefeitura e a Gráfica Lastro com eventuais serviços que a empresa tenha prestado na campanha de 2006 para o então candidato ao governo pelo PT Vladimir Palmeira que, segundo consta na prestação de contas, usou os serviços de várias gráficas. Também é falsa a assertiva de que a empresa deixou de entregar o material previsto no contrato com a Prefeitura.

8.Quanto à exigência do MPT de substituir trabalhadores terceirizados por concursados, a Prefeitura vem cumprindo tal determinação. Nos últimos três anos, foram feitos sete concursos públicos para um total de 1.544 vagas, das quais 1.090 já foram preenchidas. Há mais de 20 anos a Prefeitura de Nova Iguaçu não realizava concurso público.

9. Erros e imprecisões são explícitas ao longo de toda a reportagem. Fausto Trindade nunca foi assessor especial do prefeito. E, como secretário de Administração, evidentemente não era subordinado à Comissão de Licitação. Também é absurda a acusação de existência de “mensalinho” que beneficiaria a Câmara dos Vereadores. Não há qualquer evidência ou indício que comprovem semelhante afirmação.

10. Também não é verdadeira a afirmação de que houve desvio de verba para a Supernova Mídia. A empresa participou de uma licitação pública pela modalidade menor preço e venceu a mesma por ter apresentado valor menor que a concorrência.

11. Quanto à folha de pagamento, evidentemente ela não é rodada em João Pessoa, como afirma a reportagem, mas na Prefeitura. A Fade, ligada à Universidade de Pernambuco, não tem qualquer ligação com a família do prefeito. A Fade produziu e implantou um software que hoje é utilizado em praticamente todos os setores da administração, auxiliando na integração da administração tributária, orçamentária e financeira, recursos humanos e folha de pagamento, fiscalização, protocolo e demais áreas administrativas. Graças ao sistema, que inclusive está integrado também ao Tribunal de Justiça, a Prefeitura conseguiu arrecadar mais de R$ 100 milhões só da dívida ativa. Além disso, o sistema permitiu um aumento de 63% de arrecadação do ISS, de 50% do IPTU e 197% de ITBI. Hoje, por conta dessa informatização, os contribuintes podem retirar certidões negativas de débitos, requerer alvará e vários outros serviços via internet. A Folha de Pagamento, que antes era terceirizada – feita fora da prefeitura e manualmente – hoje é informatizada e confeccionada dentro da própria prefeitura evitando fraudes nos benefícios dos servidores. As fraudes eram muito comuns nos governos anteriores.

12. A Prefeitura tomará todas as medidas judiciais cabíveis com objetivo de restabelecer a verdade dos fatos e de buscar o ressarcimento dos danos causados pelas inverdades publicadas na matéria.

13. Estamos à disposição de todos os órgãos de imprensa e de toda a sociedade para prestar todos os esclarecimentos necessários.

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