Líderes mundiais prestam homenagem a rei saudita - WSCOM

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Internacional

02/08/2005


Líderes mundiais prestam homenagem a

Líderes de diversos países estão reunidos na Arábia Saudita no funeral do rei Fahd, que morreu na segunda-feira.

Autoridades do mundo islâmico se uniram ao meio-irmão de Fahd, o príncipe Abdullah, e a centenas de membros da família real saudita na cerimônia que acontece em Riad, capital do país.

Entre os representantes de governos estrangeiros que devem prestar suas homenagens ao rei ainda nesta terça-feira estão o presidente da França, Jacques Chirac, o príncipe Charles, da Grã-Bretanha, e o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas.

De acordo com os costumes religiosos sauditas, não haverá cortejo fúnebre, e o rei Fahd será enterrado em uma cerimônia privada em um túmulo que não trará seu nome em um cemitério público de Riad.

Nesta quarta-feira, uma outra cerimônia deve confirmar oficialmente o príncipe Abdullah como novo rei do país. Abdullah já era o governante de fato desde que o monarca sofreu um derrame em 1995.

O ministro da Defesa, príncipe Sultan, é o próximo na linha sucessória após Abdullah e foi nomeado príncipe herdeiro.

Relação com os EUA

Durante o tempo em que comandou o maior produtor de petróleo do mundo, Fahd promoveu uma aproximação com os Estados Unidos.

Ele provocou a ira de muitos no mundo árabe ao permitir a instalação de uma base militar americana em solo saudita após o Iraque de Saddam Hussein ter invadido o Kuwait, em 1990. A invasão desencadeou a primeira Guerra do Golfo, em 1991.

Visto pelos religiosos islâmicos como um liberal ao assumir o trono em junho de 1982, Fahd tentou mudar a sua imagem fazendo concessões ao clero muçulmano conservador.

Ao mesmo tempo, o monarca promoveu a modernização da Arábia Saudita, melhorando a infra-estrutura industrial, de transportes e de tecnologia.

Durante o seu reinado, grupos extremistas islâmicos que se opõem ao governo da família Saud ganharam força no país.

Os grupos foram combatidos pelos agentes de segurança sauditas, mas, mesmo assim, foram acusados de participação em atentados no país e no exterior.

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