Líderes do PCC fazem greve em Presidente Venceslau - WSCOM

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Policial

20/06/2006


Líderes do PCC fazem greve

Os 420 líderes de rebeliões e do Primeiro Comando da Capital (PCC) detidos na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau iniciaram, nesta segunda-feira, uma greve para protestar contra o esquema de segurança adotado para vigiá-los durante o banho de sol. Desde 12 de maio, os líderes do PCC tomam banho de sol em grupos e sempre vigiados por cerca de 100 agentes de Escolta e Vigilância (AEVPs) armados e com munições anti-motins

Hoje, eles se recusaram em sair das celas para o banho de sol sob a justificativa de que são oprimidos pela vigilância. Apesar do protesto, nenhum detento se negou a cumprir as saídas determinadas pela Justiça

O coordenador dos Presídios do Oeste Paulista, José Reinaldo da Silva, disse que nada mudará no esquema, que continua por tempo indeterminado. Segundo Silva, o reforço na segurança tenta impedir tentativas de rebeliões e de fuga dos presos, considerados de alta periculosidade

Mirandópolis – O Sindicato dos Funcionários das Unidades Prisionais do Estado (Sinfupesp) informou que a destruição feita pelos detentos na rebelião de sexta-feira transformou a Penitenciária 1 de Mirandópolis num “caos”. O clima continua tenso no presídio, com ameaças de fugas em massa e tentativas de resgate

Praticamente todo o presídio foi destruído, desde a enfermaria aos pavilhões de trabalho e de ensino. Os 1.203 detentos continuam aprisionados no único dos 3 pavilhões que não foi destruído totalmente. A capacidade do pavilhão é para 280 homens e não há colchões para todos, pois foram queimados no motim. Cerca de 20 detentos e outros 6 agentes ficaram feridos na ação da PM para reocupar o presídio.