Levir cobra R$ 2,8 milhões do Fluminense e revela salário: R$ 630 mil por mês - WSCOM

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06/09/2017


Levir cobra R$ 2,8 milhões do Fluminense

Foto: autor desconhecido.

Demitido em novembro de 2016, a um mês do fim de seu contrato, Levir Culpi agora cobra R$ 2,8 milhões do Fluminense na Justiça. O ex-técnico tricolor, atualmente no Santos, alega ter direito a salários a receber e direitos trabalhistas – o clube, porém, não vínculo registrado com o treinador.

O processo, obtido pela reportagem, também revela quanto Levir recebia como comandante do Fluminense: R$ 630 mil, bem mais do que os profissionais que o antecederam nas Laranjeiras.

Para chegar à cobrança de quase R$ 3 milhões, o treinador calcula os referentes às remunerações de outubro e novembro (proporcional até a demissão, no dia 6), 13º salário, férias, fundo de garantia e multa e indenização pela rescisão contratual, chegando ao valor exato de R$ 2.878.980,00.

Grande parte desse montante, claro, vem de salários: os R$ 630 mil de outubro mais R$ 127 mil referentes apenas a seis dias de novembro. Entre 13º e férias, Levir teria direito a mais R$ 980 mil; e fundo de garantia, multa e indenização somam mais R$ 1,14 milhão.

“O Reclamado (Fluminense) rescindiu antecipada e unilateralmente o contrato, quando era devedor da remuneração outubro e 06 dias de novembro, até a presente data ele não pagou qualquer valor a qualquer título que fosse. Dessa forma, além do saldo de salário, é devedor do 13º salário, das férias, abono de férias, FGTS e multa (…) por rescisão antecipada do vínculo”, diz o processo.

O valor cobrado por Levir pode ficar ainda maior, na visão de seus representantes, caso o Fluminense não quite R$ 762 mil na data da primeira audiência sobre o caso, com data ainda a ser marcada.

“Visto que o Reclamado reconheceu expressamente no ato da rescisão que era devedor da importância de R$ 762.000,00 em documento devidamente assinado no ato da rescisão do contrato, tal valor deverá ser pago na data da primeira audiência, sob pena de multa de 50%”, argumenta.

Antecessores recebiam bem menos

Os salários de Levir no Fluminense são bem superiores a dos técnicos que passaram pelo clube antes dele. Entre Cristóvão Borges, Ricardo Drubscky, Enderson Moreira e Eduardo Baptista, nenhum ganhava mais de R$ 200 mil.

Os maiores vencimentos eram de Cristóvão, com R$ 180 mil. Drubscky não ganhava nem R$ 100 mil; Enderson, R$ 100 mil; e Eduardo Baptista, R$ 150 mil.

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