Katrina deixa novo rastro de destruição no sul dos Estados Unidos - WSCOM

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Internacional

29/08/2005


Katrina deixa novo rastro de

O vento e a chuva do furacão Katrina deixam um rastro de destruição nesta segunda-feira nos estados da Louisiana, Mississippi e Alabama, no sul dos Estados Unidos, mas os especialistas prevêem que o pior ainda está por vir.

No estádio “Superdome” de Nova Orleans, partes da cobertura se soltaram e surgiram goteiras no local, onde cerca de 10 mil pessoas que não puderam sair da cidade estão abrigadas.

Além disso, foi interrompido o fornecimento de energia elétrica, o que complica a situação dos refugiados em uma cidade extremamente quente e úmida como Nova Orleans.

Do total de 10 abrigos disponibilizados na cidade, dois tiveram que ser fechados por causa de inundações.

O jornal local The Times-Picayune está divulgando em seu site mensagens de cidadãos que pedem ajuda, e de testemunhas que informam sobre os locais onde viram pessoas nos telhados, janelas quebradas, árvores caídas e inundações de casas.

“Nossa maior preocupação agora é com a incapacidade de prestar ajuda e com a confirmação do que estamos ouvindo”, disse um responsável pelos serviços de emergência ao jornal.

Por enquanto, não há informações sobre mortos nesta segunda passagem do furação pelo sul dos EUA. Na quinta e na sexta-feira passada, o fenômeno tinha atingido o sul da Flórida, deixando pelo menos nove mortos e diversos danos materiais.

Na Louisiana, onde Katrina chegou em terra firme hoje, as autoridades confirmaram a morte de três idosos, provavelmente devido a desidratação, quando estavam sendo retirados de uma residência de Nova Orleans.

As autoridades continuam divulgando mensagens de advertência, e pedem que a população não baixe a guarda, porque Katrina – que em 24 horas passou de categoria 5, reservada aos furacões mais perigosos, para 2 – ainda tem potencial para atingir milhares de pessoas, e deixar milhões de dólares em danos em sua trajetória para o norte.

O prefeito de Nova Orleans, Ray Nagin, disse hoje em entrevista coletiva que os cidadãos precisam estar preparados para “danos catastróficos” que “levarão semanas para serem recuperados”.

O diretor do Centro de Saúde Pública da Universidade da Louisiana, Ivor van Heerden, disse que Katrina pode representar danos “equivalentes ao tsunami do sul da Ásia”.

A governadora da Louisiana, Kathleen Blanco, mobilizou centenas de soldados da Guarda Nacional para que – enquanto a tempestade se movimenta em direção ao nordeste – comecem imediatamente os trabalhos de ajuda e socorro às pessoas afetadas, assim como de limpeza.

O procurador-geral, Charles Foti, já está atendendo às reclamações de cidadãos denunciando que foram extorquidos em estabelecimentos, como hotéis e postos de gasolina, que tentam tirar proveito da situação.

“Quem se aproveitar das dificuldades da população (…) merece ser processado”, disse Foti.

A principal preocupação de Nova Orleans, cidade protegida por diques e com a maior parte de sua extensão abaixo do nível do mar, é o acúmulo de água e as fortes ondas.

Por enquanto, não houve um impacto direto, porque o furacão desviou sua trajetória para o leste, e começou a ser sentido no estado vizinho do Mississippi e, em menor medida, no Alabama.

Milhares de residências ficaram sem luz no litoral do Mississippi, e mais de 8 mil pessoas foram evacuadas para 79 abrigos. No Alabama, também houve cortes de energia, mas ainda não foram divulgados detalhes sobre as interrupções de fornecimento de eletricidade.

Por enquanto, os maiores danos foram na Flórida, onde milhares de pessoas tentam se recuperar da passagem de Katrina na quinta-feira passada, quando o fenômeno era um furacão de categoria 1.

Mais de 300 mil residências da área metropolitana de Miami continuam sem energia elétrica.

O balanço provisório de danos divulgado pelas autoridades locais do sul da Flórida indica perdas materiais de quase US$ 2 bilhões.

As seguradoras calculam que as perdas causadas por Katrina em sua segunda passagem pelo sul dos EUA podem chegar a US$ 25 bilhões.

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