Justiça nega recurso e o paraibano Lindemberg continuará preso em SP - WSCOM

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Policial

12/04/2011


Paraibano Lindemberg continua preso

Caso Eloá

Foto: autor desconhecido.

A Justiça de São Paulo negou no início da tarde desta terça-feira (12) em caráter definitivo o recurso da defesa do réu preso Lindemberg Alves Fernandes para que ele respondesse o processo no qual é acusado de matar a ex-namorada, Eloá Pimentel, em liberdade. A informação é da assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP).

Segundo o TJ-SP, três desembargadores da 16ª Câmara Criminal (o relator Pedro Menin e os magistrados Souza Nucci e Alberto Mariz de Oliveira) julgaram o mérito do pedido de habeas corpus, mas negaram o recurso, votando contra o pedido feito pela advogada Ana Lúcia Assad, que defende Lindemberg.

Em seu pedido ao TJ, Ana Lúcia Assad havia alegado excesso de prazo para que seu cliente fosse solto. Segundo a defensora, já expirou o prazo legal para que ele fosse julgado enquanto está preso. "Ele está preso há muito tempo, desde 2008. Está preso há mais tempo do que deveria para ser julgado. Estou pedindo que ele seja julgado em liberdade", havia dito Ana Lúcia Assad, advogada de Lindemberg, há algumas semanas.

Eloá morreu após um sequestro de mais de cem horas no apartamento em que vivia com a família em Santo André, no ABC, em 17 de outubro de 2008. Lindemberg está detido desde essa data. Atualmente está preso na penitenciária de Tremembé, no interior do estado.

Naquela época, o acusado havia feito a ex e a amida dela reféns. Ele não aceitava o fim do namoro e queria reatar o romance com Eloá.

Audiência

No dia 7 de abril, a Justiça de Santo André, no ABC, ouviu seis testemunhas do processo sobre o assassinato de Eloá, que foram arroladas pela defesa do réu acusado de matá-la. Toda a audiência durou 20 minutos.

Os depoimentos servirão para decidir se Lindemberg irá ser submetido a júri popular pelo homicídio e outros crimes. O réu esteve presente, mas não foi ouvido porque ainda é preciso ouvir mais uma testemunha da defesa. Até hoje, ele nunca deu uma versão oficial para sua defesa do que ocorreu no apartamento.

O Ministério Público o acusa de ter atirado em Eloá e na amiga dela, Nayara Rodrigues da Silva, matando a primeira e ferindo a segunda. Também responde por tentativa de homicídio contra um policial militar que tinha ido ao local do sequestro tentar negociar com Lindemberg. Além disso, o réu responde pelo sequestro das duas garotas e de mais dois colegas de escola delas no apartamento da vítima, em Santo André.

Em março, foram ouvidas as testemunhas da acusação. Pela defesa, não foi ouvido ainda o tenente Paulo Sérgio Schiavo, um dos oficiais que comandaram a invasão do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) da PM. Ele devia ter sido ouvido em 16 de março, por carta precatória, no Fórum de Santanta, na Zona Norte de São Paulo. Mas como ele estava de férias, não compareceu e terá de ser ouvido agora na quarta-feira (13) no mesmo local, por volta das 14h.

Após esse depoimento, o juiz irá marcar uma data para ouvir Lindemberg.

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