Juros para as famílias e atingem maior valor desde junho de 2009 - WSCOM

menu

Economia & Negócios

27/04/2011


Juros para as famílias

maior valo

Foto: autor desconhecido.

Os juros médios cobrados pelos bancos das famílias brasileiras subiram e chegaram a 45% ao ano em março, após a estabilidade de fevereiro. O valor é o maior desde junho de 2009, quando esse percentual estava em 45,6%. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (27) pelo BC (Banco Central).

Com o resultado, a variação da taxa de juros para as famílias entre janeiro e março foi de alta de 4,4 pontos percentuais.

Já para as empresas, os juros tiveram alta na comparação com fevereiro passando de 30,6% para 31,1%. No trimestre, os juros para as empresas tiveram alta de 3,4 pontos.

Esse aumento do custo do crédito no trimestre é reflexo das medidas do governo para esfriar o consumo e frear a inflação.

A mais recente dessas medidas foi o novo aumento da taxa básica de juros, a Selic, que passou de 11,75% ao ano para 12% na reunião realizada na semana passada.

Em dezembro de 2010, o Banco Central ampliou a fatia dos depósitos compulsórios (a grana que os bancos são obrigados a deixar nos cofres do BC), o que foi visto como uma forma de tirar dinheiro de circulação.

Em janeiro e março, a taxa básica de juros já havia aumentado, o que encarece o dinheiro.

As medidas têm um único objetivo: evitar que o aumento de preços dos bens e dos serviços saia do controle. De abril do ano passado até março, o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), usado como indicador oficial para medir a inflação do país, ficou acumulado em 6,31%. O número está quase no limite máximo do que o governo considera “sob controle”.

Funciona assim: o BC trabalha com metas de inflação. Para este ano, a meta é de 4,5%. Significa dizer que, nos 12 meses entre janeiro e dezembro, os preços de bens e serviços não podem aumentar mais do que isso.

Essa meta tem uma margem de segurança que vai de 2,5% a 6,5%. Sendo assim, em apenas três meses, a inflação acumulada já está quase estourando o limite – e ainda faltam nove meses para o ano acabar.
 

Notícias relacionadas