Jucá critica oposição: "CPI Paralela" é disputal eleitoral - WSCOM

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Política

15/07/2009


Jucá critica oposição: "CPI Paralela"

Instalada nesta terça-feira, 14, a Comissão Parlamentar de Inquérito da Petrobras já tem seus próximos posicionamentos definidos pelo relator Romero Jucá (PMDB-RR): “Não será nem chapa branca, nem incendiária”, diz em entrevista

A base do governo elegeu por voto secreto – oito contra três – o senador João Pedro (PT-AM) para o cargo de presidente da CPI. O petista indicou o relator e anunciou que a próxima reunião do colegiado será em 6 de agosto, logo após o recesso. Nela, Jucá apresentará o plano de trabalho da CPI. “Como faremos, quem escutaremos e em qual material vamos nos aprofundar”, conta e adianta que está trabalhando nisto desde ontem.

Jucá nega que o Palácio do Planalto tenha orientado sua base para centrar as investigações da comissão no governo Fernando Henrique Cardoso. O senador peemedebista ataca: “a oposição está querendo fazer onda”.

– Querem, legitimamente, desgastar o governo e a base quer preservar. O jogo é esse, faz parte. – diz.

Sobre os recentes escândalos envolvendo a Fundação do presidente da Casa José Sarney (PMDB-AP) e a estatal, Jucá nega também que seja este o foco, mas reforça que a questão dos patrocínios é objeto da CPI, portanto, “é possível que a Fundação seja investigada”.

– Faz parte do âmbito, mas não quer dizer que (a Fundação) será investigada, depende do andamento das questões. Não excluo, nem incluo, apenas faz parte do processo.

Acusados pela oposição de fazerem a CPI “chapa branca”, governistas negam e Jucá provoca: “A CPI reflete a quantidade de mérito dos partidos. Se quer ser majoritário no Senado, tem que eleger mais senadores. É uma questão matemática”.

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