João Azevedo diz que Governo se prepara para intervir na Barreira do Cabo Branco - WSCOM

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Paraíba

11/07/2016


Governo estuda intervenção na barreira

MEDIDA URGENTE

Foto: autor desconhecido.

A rapidez na queda da barreira do Cabo Branco poderá fazer o Governo do Estado entrar em campo para tentar conter a degradação da falésia. Foi o que revelou na tarde desta segunda-feira (11), o secretário João Azevedo, de Estado dos Recursos Hídricos, do Meio Ambiente e da Ciência e Tecnologia. Segundo ele, caso a Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP) não inicie a execução das obras, o Estado porá em prática o projeto de contenção apresentado na gestão do ex-prefeito de João Pessoa, Luciano Agra.

O projeto da PMJP, segundo o secretário, teria custeio de cerca de R$ 80 milhões, enquanto que o elaborado por Luciano Agra tem tecnologia mais avançada com custo menor de R$ 12 milhões.

“Este processo executivo que ai está [da PMJP] contempla quebra-mares dentro do mar e rochas, onde você teria que fazer caminhos de serviço para que as carretas pudessem levar a estrutura, pedras, etc. Esse outro processo [projeto de Agra] tem tecnologia mais avançada, um grande saco chamada de Mectub, que você coloca ele dentro d'água e enche de areia. Ele tem a mesma função e você não precisa transportar pedra nenhuma para dentro do mar, não precisa agredir a vida marinha”, explica.

Ainda de acordo com Azevedo, o projeto teria que ser atualizado, contemplando quatro etapas, com a fixação de dois quebra-mares apenas – o da prefeitura teria cerca de oito – , tratamento do sopé da barreira, a construção de áreas de drenagem para escoamento pluvial e a revitalização da falésia composta por grama e vegetação.

“Existem pontos de inclinação negativa, quando numa barreira vertical o ideal seja que ela tenha inclinação positiva para se sustentar. Quando chega na posição vertical já é problemática e já existe alguns pontos que a inclinação está negativa, ou seja, a ponta de cima está mais avançada que o sopé, então a queda se torna inevitável se nada for feito”, alerta.

João Azevedo ainda negou que a construção da Estação Ciência Cabo Branco na gestão do então prefeito Ricardo Coutinho, tenha contribuído para a degradação da barreira.

“Disseram que a Estação Ciência provocou problemas na erosão da barreira, porque quando da cravação estacas de construção teria sido provocada impactos violentos o que soltou o solo. É bom que as pessoas se informem antes de fazer determinados comentários, a Estação Ciência não tem uma única estaca. Por estar numa área como aquela, nós recuamos 110 metros de distãncia da torre principal, foi feita uma escavação de seis metros, fizemos uma grande laje embaixo, chamada laje radier, subiu o pescoço daquilo e em cima a estrutura que tem as exposições. É como se colocássemos uma taça cavada no solo. Não tem estaca nenhuma”, concluiu.
 

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