Jefferson exime Lula e envolve Gushiken em esquema do 'mensalão' - WSCOM

menu

Brasil & Mundo

04/08/2005


Jefferson exime Lula e envolve

Em depoimento à CPI da Compra de Votos, o deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) buscou retirar a responsabilidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no episódio envolvendo uma negociata entre PT, PTB e Portugal Telecom, mas envolveu o ex-ministro Luiz Gushiken no esquema de levantamento de recursos para os partidos aliados.

“Não faço na minha cabeça nenhuma ilação que o presidente possa ter participado disso (da tentativa de acordo com os empresários portugueses). Se minha declaração em algum momento levantou suspeita sobre o presidente Lula, quero dizer que não fui claro”, afirmou Jefferson em depoimento à CPI do Mensalão.

Roberto Jefferson, no entanto, sugeriu em entrevista a jornalistas antes do depoimento que os representantes da Portugal Telecom tiveram “boa vontade” em fazer um acordo financeiro no valor de 8 milhões de euros com PT e PTB para saldar dívidas das eleições anteriores depois de se encontrarem com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“O José Dirceu disse que havia conversado com esse grupo e que esse grupo tinha visitado o presidente Lula, batido um papo e havia uma boa vontade de antecipar uma ajuda (financeira) aos nossos partidos, mas não houve a concretização do acordo”, afirmou Jefferson. Segundo o presidente licenciado do PTB, a idéia do acordo com a Portugal Telecom foi de Dirceu que orientou que os acertos de uma viagem a Portugal fossem feitos com o ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares.

A visita ao presidente da Portugal Telecom, Miguel Horta, teria sido feita entre 24 e 26 de janeiro pelo empresário Marcos Valério e pelo ex-tesoureiro do PTB, Emerson Palmieri, de acordo com o relato de Roberto Jefferson. Ele garantiu que a passagem do tesoureiro foi paga pelo PTB.

A concretização do acordo não teria se concretizado, de acordo com o relato de Jefferson, por um suposto obstáculo externo. Ele, no entanto, não apresentou mais detalhes sobre a impossibilidade de se fechar pacto de 8 milhões de euros, cerca de 24 milhões de reais, que seriam divididos em partes iguais entre PT e PTB.

Notícias relacionadas