Japão anuncia retirada das tropas do Iraque - WSCOM

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Internacional

20/06/2006


Japão anuncia retirada das tropas

O primeiro-ministro do Japão, Junichiro Koizumi, anunciou nesta terça-feira, durante um pronunciamento em rede nacional de televisão, que vai retirar suas tropas do Iraque.

Desde 2003, 600 soldados japoneses têm trabalhado em projetos de reconstrução e de treinamento médico no sul do Iraque.

As tropas do Japão são proibidas de entrar em combate pela CFonstituição pacifista do país – definida pelos Estados Unidos em 1947 – e têm contado com a proteção das forças americanas e australianas.

Em seu pronunciamento, Koizumi não disse até quando as tropas permanecerão no Iraque, mas afirmou que a presença do Japão no país tinha sido “muito apreciada pelo governo iraquiano e seu povo”.

Ele disse ainda que o Japão continuaria oferecendo “tanto apoio quanto fosse possível nos esforços de reconstrução no país”.

O envio de tropas para o Iraque foi a primeira empreitada do Japão numa zona de guerra estrangeira desde a Segunda Guerra Mundial.

Retirada

A decisão do primeiro-ministro Koizumi foi tomada depois que Reino Unido e Austrália anunciaram que iriam passar o controle da área de Samawa, no sul do Iraque, a forças iraquianas.

O governo do Iraque disse, nesta segunda-feira, que a transferência de controle na região acontecerá no mês de julho.

O Japão vem expandindo seu papel no cenário internacional nos últimos anos e enviou cerca de mil soldados para a Indonésia para ajudar no processo de reconstrução logo após a Tsunami que atingiu o país.

Mas a decisão de envolver o Japão no conflito no Iraque gerou muitas críticas da população.

Os japoneses acreditavam que Koizumi estaria ignorando as restrições da Constituição por motivos políticos e temiam que as tropas acabassem sendo forçadas a entrar em combate.

Nenhum soldado japonês foi morto ou ferido no Iraque, mas Koizumi enfrentou uma crise política em 2004, quando três trabalhadores humanitários foram feitos reféns por insurgentes iraquianos, que pediam a retirada das tropas japonesas do país.

Os reféns foram soltos sem ferimentos, mas outros cinco cidadãos japoneses foram mortos por militantes.