Italianos e tchecos jogam para evitar risco de queda precoce - WSCOM

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22/06/2006


Italianos e tchecos jogam para

Itália e República Tcheca se enfrentam nesta quinta-feira, às 11h (de Brasília), no Estádio de Hamburgo, no confronto decisivo para as duas equipes se classificarem para a próxima fase do Mundial. Mas mesmo sendo os dois líderes do Grupo E, as duas equipes, primeiramente, querem evitar o risco de eliminação ainda na primeira fase da competição.

Os italianos precisam apenas de um empate para avançarem à próxima fase do Mundial. Já a República Tcheca necessita da vitória para não depender do resultado de Gana e EUA, que farão a outra partida do grupo. Caso as duas equipes se classifiquem, a segunda colocada do Grupo E provavelmente vai enfrentar o Brasil na próxima fase, já que a seleção brasileira tem grandes chances de terminar em primeiro lugar do Grupo F.

Após duas rodadas do Grupo E, a Itália ocupa a liderança, com quatro pontos. Logo atrás vêm República Tcheca e Gana, com três, mas os tchecos têm a vantagem no saldo de gols. Na lanterna, com menos chances de classificação, estão os Estados Unidos, com um ponto.

Se os tchecos forem eliminados em Hamburgo, o jogo marcará a despedida do meia Pavel Nedved da seleção nacional. O jogador, de 33 anos, já havia se afastado uma vez da equipe, mas voltou para ajudar seu país a se classificar para a Copa.

“Será uma verdadeira batalha e estou determinado a não abandonar a seleção de uma forma decepcionante. Preciso pelo menos passar da primeira fase”, comentou o jogador da Juventus, da Itália.

Já o técnico italiano Marcello Lippi, tentando manter o bom-humor diante das atuações da equipe que não o agradaram, brincou dizendo que em caso de eliminação nesta quinta fugirá para a Itália com um barco emprestado por amigos da Toscana.

Tanto o técnico italiano Marcello Lippi quanto o tcheco Karel Bruckner terão dificuldades para escalar o ataque titular para o confronto decisivo, mas por razões completamente diferentes.

Desde o início da preparação para a Copa, Lippi vinha testando suas opções no ataque e decidiu estrear no Mundial, na vitória contra Gana por 2 a 0, com Gilardino, Luca Toni e Totti. Porém, com a boa fase de Iaquinta – o atacante marcou um dos gols na estréia – e o bom de desempenho de Del Piero no segundo tempo dos jogos, o técnico tem optado por fazer um rodízio entre os cinco jogadores. Contra a República Tcheca, é provável que Iaquinta ganhe pela primeira vez a vaga como titular, mas o técnico ainda faz segredo sobre sua escalação para o jogo.

“É ótimo ter ótimas opções para o ataque. Iaquinta e Gilardino estão em ótima fase e Totti se recuperou bem. Mas será uma partida decisiva para nós, por isso vou escolher quem estiver melhor nos treinos desta semana”, avaliou Lippi.

A Itália não poderá contar com o meia Daniele De Rossi, que cumpre suspensão após ter sido expulso no empate em 1 a 1 com os EUA. Rossi deu uma cotovelada no atacante McBride e poderá ser punido por até seis partidas no Mundial. A Fifa anunciará sua decisão sobre o caso na sexta-feira.

Já para Karel Bruckner, o que tem faltado mesmo é um pouco de sorte e melhores opções no banco da equipe tcheca. Desde o início do Mundial, os tchecos têm enfrentado uma série de adversidades, fato que prejudicou a equipe na derrota contra Gana por 2 a 0 no último domingo.

Num amistoso preparatório, o atacante Milan Baros sofreu uma lesão no pé e ficou fora dos jogos contra EUA e Gana. Ainda na estréia, Jan Koller, outro principal atacante tcheco, sofreu um estiramento na coxa e ainda está em recuperação. Para piorar a situação do time, Lokvenc, escolhido para liderar o desfalcado ataque, levou o segundo cartão amarelo na derrota para Gana e cumpre suspensão, assim como o zagueiro Ujfalusi, expulso após fazer pênalti no atacante ganense Gyan.

A boa notícia para o técnico tcheco veio apenas na antevéspera da partida contra a Itália. Recuperado de suas dores no pé, Milan Baros voltou a treinar normalmente com seus companheiros e deverá ser o titular no ataque Após os treinos de quarta-feira, a equipe médica confirmou que Baros e Koller estarão entre os 21 jogadores à disposição do técnico para começar a partida.

“No caso de Baros, faremos uma avaliação mais detalhada antes da partida. Ele já está em condições de treinar, mas ainda não temos certeza se ele entrará em campo”, afirmou o técnico Bruckner.

Para anular o poder ofensivo dos meias tchecos, a Itália poderá contar com cinco espiões em sua equipe. O zagueiro Fabio Cannavaro, capitão do time, joga há duas temporadas com o meia Pavel Nedved e já tem a receita para anular o maior ídolo tcheco.

“Pavel tem um grande espírito, serve de exemplo para os seus companheiros, e joga com paixão. Ele é um profissional genuíno e um jogador a temer. Nós temos que começar a ser os italianos cínicos. O segredo de avançar bastante no torneio é redescobrir algumas das abordagens defensivas que estão na cultura da Itália”, destacou o zagueiro.

República Tcheca

Cech; Grygera, Rozehnal, Kovac, Jankulovski; Galasek, Poborsky, Rosicky, Nedved, Plasil; Baros (Polak).

Itália

Buffon; Zambrotta, Nesta, Cannavaro, Grosso; Camoranesi, Pirlo, Gattuso, Totti; Toni (Iaquinta), Gilardino.

Local:Estádio de Hamburgo, em Hamburgo

Capacidade: 45.442 lugares

Árbitro: Benito Archundia (MEX)

Assistentes: Jose Camargo (MEX) e Jose Ramirez (MEX)

Horário: 11h (de Brasília)

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