Israel vai redefinir fronteiras, diz Olmert após vitória - WSCOM

menu

Internacional

29/03/2006


Israel vai redefinir fronteiras, diz

No discurso de vitória de seu partido nesta quarta-feira, o primeiro-ministro interino de Israel, Ehud Olmert, defendeu seu plano para redefinir as fronteiras do país. “Vamos estabelecer as bordas do Estado de Israel, um Estado judeu com uma maioria judia”, afirmou o líder do Kadima.

Olmert já disse que seu plano para redefinir as fronteiras – que prevê a anexação de território palestino de forma definitiva – pode ser implementado unilateralmente, mas no discurso afirmou que tentará obter um “acordo com os palestinos” e que está ” disposto a estabelecer um compromisso, desistir de parte da amada terra israelense e evacuar”.

O Kadima conquistou 21,8% dos votos, ou 28 cadeiras das 120 em disputa no Parlamento. O partido Trabalhista, de centro-esquerda, ficou em segundo, com 20 cadeiras, ou 15,1% dos votos. Em terceiro, ficou o partido ultra-ortodoxo Shas, com 13. O Likud, antigo partido governista, conseguiu apenas o quinto lugar, com 11 cadeiras.

Plano – Em seu discurso, Olmert disse ainda que um período histórico na vida de Israel terminou e agora, após as eleições, é hora de “abrir um novo capítulo”.

Ele e seu partido haviam proposto o estabelecimento de novas fronteiras até 2010 se vencesse o pleito. O projeto prevê a anexação de várias áreas palestinas e de assentamentos judaicos em território palestino. Os palestinos se manifestaram contra o plano.

Com os resultados, o Kadima terá que formar uma coligação política para governar – possivelmente tento os trabalhistas como principais parceiros, além de outros partidos menores.

No entanto, analistas afirmam que o partido pode ter dificuldades para estabelecer uma coalizão estável e colocar seus planos em prática.

A legenda foi criada pelo primeiro-ministro Ariel Sharon, no ano passado, justamente para concorrer às eleições. Com ela, Sharon deixou seu partido de longa data, o Likud.

As eleições desta terça-feira foram marcadas pelo baixo comparecimento e a apatia dos eleitores.

Dos cerca de 5 milhões de eleitores inscritos, 62,3% foram às urnas, o mais baixo comparecimento da história de Israel.

Notícias relacionadas