Israel se nega a libertar prisioneiros palestinos - WSCOM

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Internacional

27/06/2006


Israel se nega a libertar

O primeiro-ministro israelense Ehud Olmert se recusou nesta segunda-feira a libertar prisioneiros palestinos em troca de informações sobre um soldado israelense seqüestrado.

“A questão da libertação de prisioneiros não está, de forma alguma, nos planos do governo israelense”, afirmou o líder israelense em discurso em Jerusalém.

A exigência da libertação de mulheres e menores mantidos em prisões israelenses foi apresentada por três grupos militantes palestinos – entre eles, o braço armado do partido Hamas, que lidera o governo palestino.

Olmert também ameaçou lançar uma operação militar para libertar o soldado Gilad Shalit, capturado durante choques na fronteira da Faixa de Gaza no domingo.

Os líderes políticos do Hamas negaram conhecer o paradeiro de Shalit, mas pediram que o soldado seja bem tratado.

Alerta – Olmert colocou o Exército em alerta, e tanques e veículos blindados foram concentrados na fronteira com a Faixa de Gaza.

“Não haverá negociações, nem barganha, nem acordos”, afirmou Olmert. Segundo ele, Israel não vai se deixar tornar vítima da “chantagem terrorista do Hamas”, advertindo que “uma operação militar de larga escala está se aproximando”.

Acredita-se que Shalit tenha sido capturado por militantes que sairam de Gaza por um túnel para atacar o posto de Exército em Kerem Shalom.

Dois soldados israelenses e dois militantes foram mortos durante o ataque.

Diplomacia – Uma declaração por fax pedindo a libertação dos prisioneiros foi assinada pela frente Comitês de Resistência Popular, pelas Brigadas Izzeine al-Qassam, do Hamas, e pelo até então desconhecido Exército do Islã.

Acredita-se que Israel tenha em suas prisões cem mulheres e 300 jovens com menos de 18 anos, entre os 9 mil prisioneiros palestinos.

Intensos esforços diplomáticos estão em andamento desde o desaparecimento do soldado israelense, de 19 anos, inclusive com mediação de uma delegação egípcia na Faixa de Gaza.

Representantes israelenses dizem que responsabilizam o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, e o primeiro-ministro Ismail Haniya, do Hamas, pela segurança de Shalit.

Segundo correspondentes, a crise pode prejudicar esforços para levar o Hamas a reconhecer implicitamente o Estado de Israel, e pode expôr divisões entre integrantes linha-dura e mais pragmáticos do Hamas.

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