Israel detém ministros e deputados do Hamas - WSCOM

menu

Internacional

29/06/2006


Israel detém ministros e deputados

Tropas israelenses detiveram nesta quinta-feira pelo menos oito ministros e 20 parlamentares do Hamas em várias cidades da Cisjordânia, de acordo com forças de segurança palestinas.

Entre os detidos estão o vice-primeiro-ministro, Nasser Shaer, o prefeito e o vice-prefeito da cidade de Qalqilya.

De acordo com o porta-voz do braço armado do Hamas, Abu Ubaida, as detenções são uma tentativa de chantagear o grupo para conseguir informações sobre o soldado israelense Gilad Shalit, seqüestrado por militantes palestinos no domingo.

Uma porta-voz do exército israelense disse à agência de notícias Reuters que as detenções não são uma forma de barganhar pela volta do soldado: “Foi apenas uma operação contra uma organização terrorista”, disse ela.

Num aparente aviso para que a Síria não abrigue o líder do braço armado do Hamas, Khaled Meshaal, aviões de guerra israelenses sobrevoaram o palácio do presidente, Bashar al-Assad, na quarta-feira, assustando Damasco com o barulho que os jatos fazem quando ultrapassam a barreira do som.

Israel acusou Meshaal de autorizar a captura do soldado Gilad Shalit e deu indicações de que o líder do Hamas pode se tornar um alvo para assassinato.

O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, disse que “não hesitaria em tomar ações extremas” para libertar o soldado seqüestrado, mas afirmou que Israel não quer retormar o controle da Faixa de Gaza.

Colono morto – Militantes palestinos na Cisjordânia disseram ter matado um colono israelense que, segundo notícias, foi seqüestrado no último fim de semana.

Fontes da segurança palestina confirmaram que o corpo de um homem de 18 anos, Eliahu Asheri, foi encontrado na cidade de Ramallah.

O primeiro-ministro palestino, Ismail Haniya, pediu na quarta-feira à Organização das Nações Unidas (ONU) que intervenha para impedir uma escalada da violência após a incursão israelense no sul da Faixa de Gaza, iniciada na noite de terça-feira.

Os militares israelenses estão agora se concentrando na fronteira norte da Faixa de Gaza, intensificando a ofensiva no território.

Aviões israelenses jogaram panfletos na região, pedindo que os moradores evitem áreas que possam ser alvejadas.

Luz verde – O primeiro-ministro palestino, Ismail Haniya, acusou os Estados Unidos de darem luz verde para os israelenses realizarem a ofensiva militar depois que o porta-voz do presidente George W. Bush disse que Israel tinha o direito de se defender e defender a vida de seus cidadãos.

Segundo o primeiro-ministro palestino, os Estados Unidos estão ignorando o que acontece com o povo de Gaza que, disse ele, enfrenta a perspectiva de uma guerra total.

Em meio à ofensiva militar israelense na Faixa de Gaza, militantes ligados ao grupo palestino Fatah anunciaram na quarta-feira que estariam com um terceiro refém israelense em seu poder.

Segundo a agência de notícias AP, um comunicado assinado por Abu Fouad, porta-voz da Brigada dos Mártires Al Aqsa, alega manter um israelense de 62 anos em cativeiro.

O grupo palestino não identificou o homem, mas disse que ele é da cidade de Rishon Lezion.

Ainda segundo o comunicado, mais evidências de que o grupo tem de fato o refém seriam reveladas em breve.

“Punição coletiva” – No ataque de quarta-feira à Faixa de Gaza, foram destruídas pontes e um gerador de energia, deixando 1,4 milhão de pessoas sem eletricidade, incluindo hospitais.

Israel diz que o objetivo era impedir que o soldado seqüestrado fosse transportado nos territórios.

O presidente palestino, Mahmoud Abbas, classificou os ataques como “punição coletiva”.

O governo palestino liderado pelo Hamas também reforçou o pedido dos militantes para que Israel aceite trocar o soldado capturado por mulheres e crianças mantidas como prisioneiras pelos israelenses.

Israel já havia rejeitado a proposta.