Iraque retoma debate sobre Carta; ataques matam 13 - WSCOM

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Internacional

09/08/2005


Iraque retoma debate sobre Carta;

Pelo menos 13 pessoas morreram em ataques de insurgentes no Iraque nesta terça-feira, num momento em que políticos iraquianos tentam chegar a um acordo sobre a nova Constituição, para apresentá-la ao país no dia 15.

Um atentado a bomba no centro da capital do Iraque, Bagdá, matou pelo menos três iraquianos e deixou mais de 40 feridos.

Segundo a polícia, o autor da explosão parecia ter como alvo uma patrulha militar americana na praça Tayaran. Mike Wooldridge, correspondente da BBC em Bagdá, disse que a praça fica em uma área muito movimentada da cidade.

Mais cedo, dez policiais iraquianos morreram baleados por militantes na capital em diferentes incidentes.

Houve ainda mortes em ataques de pequenas proporções nas cidades de Baquba, Abu Khamis e Latifiyah, entre outras, e há notícias de que o total de mortos no dia pode passar de 22.

O governo iraquiano, apoiado pelos Estados Unidos, espera que o avanço do processo político que começou com as eleições de janeiro – o que inclui a criação de uma nova Constituição – esvazie a insurreição no país.

As discussões em torno da Constituição deveriam ter sido retomadas na segunda-feira, mas foram adiadas quando Bagdá foi atingida por uma das piores tempestades de areia já registradas na cidade.

O governo iraquiano disse que o encontro desta terça-feira deve envolver “de cinco a sete” líderes políticos, inclusive o primeiro-ministro Ibrahim Jaafari, disse seu porta-voz, Leith Kubba.

“Depois haverá uma reunião maior com a presença de 30 a 35 líderes” para estudar detalhes das propostas, afirmou Kubba.

O porta-voz não entrou em detalhes sobre as discussões da Constituição, mas disse, segundo a AFP, que a questão dos direitos das mulheres “tão debatida na imprensa do Ocidente” não é “um grande problema”.

Outras questões chaves podem incluir o papel do islamismo e o federalismo iraquiano.

Os curdos gozam de certa autonomia desde 1991 no norte do país. Alguns xiitas desejam autonomia no sul e árabes sunitas querem um governo central forte com controle sobre as reservas de petróleo, os curdos e os xiitas.

A idéia é chegar a um acordo sobre a nova Carta até o dia 15 deste mês. Depois disso, a intenção é fazer um referendo sobre a Carta em Outubro e novas eleições gerais até o fim do ano.

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